Os franceses da Transdev ganharam a concessão da Metro do Porto e o grupo Alsa/National Express ganhou a da STCP.

Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, realçou que estas propostas são mais favoráveis, financeiramente, do que a proposta apresentada há meses pelo consórcio espanhol TMB/Moventis, que venceu o concurso público lançado inicialmente pelo Governo.

”Quem apresentou a melhor proposta foi, para o Metro do Porto, a Transdev, com uma proposta melhor do que aquela que rejeitámos no concurso anterior em 1,35 milhões de euros por ano. No caso da STCP, quem apresentou a melhor proposta foi a empresa Alsa, do Grupo Nacional Express, que apresenta uma proposta cerca de 500 mil euros/ano melhor do que a proposta dos espanhóis que não chegou a avançar.”


A Transdev, Alsa, Barraqueiro e Gondomarense eram os quatro candidatos à gestão do Metro do Porto e da STCP, por um período de 10 anos. 

Afirmando que o critério que será tido em conta na avaliação dos vencedores é “exclusivamente o preço”, Sérgio Monteiro admitiu que “se se confirmar a expectativa que tem (…) é verdade que a Barraqueiro e a Gondomarense não são as vencedoras deste processo”.

No entanto, agora todas as candidaturas vão ser apreciadas por um júri e só depois serão anunciados os vencedores.

Sérgio Monteiro realçou que o ajuste direto lançado pelo governo depois de o grupo espanhol vencedor do concurso público internacional não ter entregado a garantia bancária necessária para assumir a operação da STCP foi “mais concorrido, com mais propostas e com melhor resultado financeiro”.

“O valor global face à proposta anterior melhora em 18 milhões de euros”, frisou.

Aos utentes, Sérgio Monteiro assegurou que o serviço que empresas vão prestar é, no caso do metro, “o mesmo que presta até agora: as mesmas carreiras, as mesmas linhas, às mesmas horas”.

“No caso da STCP, vai haver até um reforço porque, por falta de motoristas, alguns dos serviços da STCP não podem ser prestados” e “essa situação vai terminar”.

Quanto aos bilhetes, disse que “não vão ter qualquer aumento extraordinário [nos dez anos de vigência da concessão]. É proibido nas regras do concurso que haja aumento extraordinário. Os bilhetes aumentam à taxa de inflação de todos os anos”.

“Não há que ter receios de aumentos de preços por conta deste processo”, realçou.

Quanto aos gastos das empresas, o secretário de Estado disse que, face a 2014, aquelas empresas vão gastar menos 160 milhões de euros durante esses dez anos.

O governante destacou, ainda, que as condições apresentadas no ajuste direto foram "exatamente as mesmas" das que foram apresentadas no concurso público internacional.

Também presente na conferência de imprensa desta sexta-feira, o ministro da Economia, António Pires de Lima, mostrou-se muito “satisfeito” com todo este processo, que vai permitir poupar “milhões de euros aos contribuintes portugueses”.

As duas empresas receberam na quinta-feira sete propostas no âmbito do processo para a subconcessão, que em agosto foi relançado sob forma de ajuste direto, com o preço a ser o único critério de avaliação. 

O prazo para a entrega das propostas terminou às 17 horas de ontem. 

Após a conclusão do prazo, o secretário de Estado dos Transportes manifestou o seu agrado pela existência de quatro concorrentes, por provar que há interesse em investir em Portugal.