A equipa de José de Matos à frente da Caixa Geral de Depósitos despediu-se hoje oficialmente dos colaboradores.

No mesmo dia em que, o sindicato do grupo anunciou ter tido a confirmação por parte do Governo – nas palavras do secretário de Estado do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix - de que a expetativa é de reduzirem 2.500 pessoas até 2019.

Numa carta assinada pelo presidente executivo, José de Matos, e pelo presidente do conselho de administração, Álvaro Nascimento, a que a TVI teve acesso, a liderança do banco público diz ter sido “uma grande honra e quase sempre um grande prazer termos podido participar dos últimos dos 140 anos da história da Caixa”.

Mas reconhece que “foi um período muito difícil para a instituição, em parte refletindo as dificuldades da sociedade e da economia portuguesas”.

A futura liderança é de António Domigues que aguarda a luz verde do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu. Domingues será o homem que dará voz ao plano de capitalização e reestruturação da Caixa que o Governo está a fechar com as autoridades europeias.

A carta enviada aos colaboradores agradece “o profissionalismo e espírito de serviço evidenciado ao longo dos últimos anos” não esquecendo as “condições particularmente adversas face ao resto do sector bancário”.