A troika já terminou a terceira avaliação pós-programa de ajustamento em Portugal. Entre esta quarta e quinta-feira aguardam-se os comunicados do Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional com as conclusões da visita, que se esperam críticas, numa altura em que a Comissão e o Governo português negoceiam o esboço orçamental para 2016, com o Executivo a ter de aumentar a austeridade para satisfazer as exigências europeias.

As duas últimas avaliações da troika foram positivas, mas a missão, que se reuniu pela primeira com António Costa à frente do Executivo, deverá deixar sérios avisos à navegação lusa, atém porque os alertas já vinham de trás: no verão, a troika já tinha aconselhado o governo de Passos a ter cautela com a reversão de algumas medidas de austeridade, referindo nomeadamente a sobretaxa de IRS.

O travão à austeridade prometido por Costa já teve de ser aliviado, com o Executivo a ter de negociar com Bruxelas o plano orçamental de 2016.

Entre as medidas acordadas com a Comissão, e que têm o acordo dos restantes partidos de esquerda, há um aumento maior do que o inicialmente previsto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, que vai refletir-se num aumento de preços dos combustíveis, entre seis e sete cêntimos por litro. 

Também está previsto um aumento da taxa especial sobre a banca, mais do que do que o esboço orçamental incluía. Foi também retirada a isenção de IMI sobre os fundos de investimento imobiliários.