Os governos de Portugal e da Alemanha assinam esta terça-feira, em Berlim, um acordo de cooperação para ampliar a mobilidade e o intercâmbio, sobretudo de jovens, ao nível do emprego, dos estágios profissionais e da formação profissional.

Este acordo será assinado a meio da tarde pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e pela titular germânica da pasta do Trabalho, Úrsula Von der Leyen, considerada como um dos elementos mais próximos da chanceler Angela Merkel no executivo de Berlim.

A assinatura deste acordo, que é antecedida de uma reunião entre Álvaro Santos Pereira e a sua homóloga alemã, acontecerá na véspera da chegada a Berlim do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que quarta-feira estará presente na conferência de lançamento do programa europeu para o emprego jovem, na qual também vão participar chefes de Governo e de Estado como o presidente francês, François Hollande, e a chanceler Angela Merkel.

Fonte do Ministério da Economia disse à agência Lusa que o acordo entre Portugal e a Alemanha terá para já um horizonte de aplicação de três anos e apresenta como principal objetivo facilitar a mobilidade de cidadãos dos dois países, especialmente de jovens, nas áreas do emprego, formação profissional e estágios.

Este programa ao nível do intercâmbio de jovens foi já alvo de protocolos por parte do Governo alemão com os executivos de Espanha e de Itália.

No caso nacional, segundo o executivo de Lisboa, quando este programa estiver em aplicação, será possível a um jovem português fazer a sua formação profissional ou o estágio profissional na Alemanha, ou um jovem alemão fazer o mesmo em Portugal.

O acordo prevê também uma troca de informações e de experiências entre o Instituto de Emprego e de Formação Profissional e o seu congénere alemão, entidades que poderão começar a desenvolver a prazo projetos comuns.

Outra área abrangida ao abrigo deste protocolo luso-germânico relaciona-se com a internacionalização de empresas, sendo intenção dos dois governos a criação de mecanismos que auxiliem empresas nacionais a instalarem-se em território alemão e empresas alemãs em Portugal.

«Em linhas gerais, o acordo aponta ainda como objetivo que os dois países procurem em conjunto soluções mais eficientes ao nível da adoção de políticas ativas de emprego e na correção dos desequilíbrios existentes entre oferta e procura no mercado de trabalho», acrescenta fonte do executivo português.