O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou hoje que aceitar o pedido de adiamento do reembolso apresentado pela Grécia “não ajuda” um país com problemas económicos fundamentais e que precisa de financiamento.

“O FMI concedeu adiamentos a alguns países de fraco rendimento a seu pedido, mas em cada caso esse adiamento não ajudou a fazer face a necessidades de financiamento e a problemas económicos fundamentais”, afirmou a instituição num comunicado.


A Grécia entrou oficialmente em incumprimento depois de falhar o pagamento de um reembolso de 1,5 mil milhões de euros na terça-feira. Horas antes de o prazo terminar, Atenas apresentou um pedido ao FMI para um adiamento do pagamento previsto.

“Em virtude de uma regra em vigor há longa data, o Fundo não concede adiamentos de pagamentos. O nosso objetivo é ajudar um país a resolver os seus problemas”, acrescenta o FMI.


A decisão final da instituição cabe ao conselho de administração - que representa os 188 Estados membros do FMI e onde os Estados Unidos e a União Europeia têm quase 50% dos votos – e deverá ser tomada “nas próximas semanas”, segundo uma fonte da instituição citada pela imprensa.

Se o pedido for aceite, a Grécia deixaria de ser considerada como estando em incumprimento e voltaria a ter acesso a recursos do FMI.

O pedido grego baseou-se numa disposição da carta do FMI que permite, “a pedido de um Estado membro” e sem votação, “adiar” a data de um reembolso, utilizada apenas duas vezes na história do FMI, ambas em 1982, pela Nicarágua e pela Guiana, ex-Guiana Britânica.