Os mercados começaram por aplaudir, esta quinta-feira, o anúncio por parte de Mário Draghi da extensão da chamada “bazooka” do BCE, mas arrefeceram o entusiasmo depois do presidente do banco central ter dito que é pouco provável haver novas mexidas nos juros da instituição.

No mercado de dívida pública, os juros das obrigações do tesouro a 10 anos recuavam, à hora do anúncio do BCE, para mínimos do último mês, com os juros das obrigações portuguesas a chegaram aos 2,673%, os juros da dívida espanhola aos 1,377% e os da dívida italiana aos 1,241%. A situação inverteu-se durante a tarde e os juros da dívida portuguesa, espanhola e italiana acabaram por fechar a subir para, respectivamente, 2,982%, 1,566% e 1,44%.

Bolsas fecham em terreno negativo

O mesmo efeito sentiu-se nas bolsas.  À hora de almoço, os principais índices bolsistas subiam para máximos desde o início de fevereiro mas, no final do dia, acabaram por fechar negativos. O Dax, da bolsa de Frankfurt,foi o que mais recuou, 2,03%, seguido do CAC 40 de Paris, 1,7%.

Lisboa acompanhou a tendência europeia, mas caíu menos do que as congéneres, apenas 0,11%. Isto apesar da forte queda das ações da Pharol (6,369%) e da Galp (2,526%). O índice PSI 20 só não recuou mais graças às valorizações da REN (2,652%), NOS (1,889%) e EDP (1,559%).