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Paulo Portas: a hora da despedida

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Portas: os momentos do líder que levou o CDS para o Governo

Deixa este fim de semana a liderança do CDS-PP, depois de 16 anos à frente do partido, onde chegou em 1998. Paulo Portas ficará para a história como o líder que levou o CDS para o Governo.

Foi ministro da Defesa, dos Assuntos do Mar, dos Negócios Estrangeiros e ainda vice-primeiro-ministro. Passou pela Câmara de Lisboa, como vereador, foi deputado no parlamento europeu e ainda membro do Conselho de Estado. 

Antes, tinha fundado e dirigido um jornal, O Independente, também ele ligado à política.

Pelo meio houve casos (Moderna, Submarinos) e ainda uma demissão irrevogável (mas nem tanto).

 

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Paulo Portas

Nasceu em Lisboa, em 1962. Filho de Nuno Portas, arquiteto, e Helena Sacadura Cabral, economista e jornalista.

Formou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa.

Começa na política na JSD, da qual se afasta com a morte de Francisco Sá Carneiro. 

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Funda o jornal "O Independente"

Foi jornalista nas publicações "Tempo", "A Tarde" e "Semanário", mas é com  "O Independente" que se liga à história recente da imprensa portuguesa. 

Em 1988, Paulo Portas fundou e dirigiu "O Independente" com Miguel Esteves Cardoso. Um jornal ligado à política, que teve como alvo os políticos.

Destacou-se por noticiar escândalos durante Cavaquismo, e por ter introduzido uma irreverência patente na escrita e no grafismo da publicação.

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Paulo Portas no congreso do CDS

A liderança do CDS

Paulo Portas aderiu ao CDS-PP em 1995, depois de ter sido um dos principais conselheiros do antigo presidente do partido Manuel Monteiro. É eleito pela primeira vez deputado nesse mesmo ano.

Mas um ano depois abandona o Parlamento em rutura com Manuel Monteiro, levando metade dos deputados do CDS.

Em 1998 candidata-se à liderança do partido contra Manuel Monteiro e ganha. 

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Caso Moderna

1999. O seu nome surge ligado ao caso da Universidade Moderna. 

Os dirigentes da instituição são envolvidos num conjunto de irregularidades e desvio de dinheiro. O caso acaba com a coligação com o PSD de Marcelo Rebelo de Sousa.

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Portas e Durão Barroso

Chega ao Governo

Em 2002, leva o CDS para o poder. 

Durão Barroso ganha as legislativas sem maioria e une-se ao CDS. Portas torna-se ministro do Estado e da Defesa Nacional.

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Paulo Portas e Santana Lopes

Sai Durão Barroso, entra Santana Lopes

Em 2004 Durão Barroso sai para a Comissão Europeia e o Presidente da República da altura, Jorge Sampaio, indigita Santana Lopes como primeiro-ministro.

Paulo Portas não gosta, mas mantém-se no Executivo e assume a pasta dos Assuntos do Mar.

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Caso submarinos: «O sr. deputado não é polícia, nem procurador, nem juiz»

Os submarinos

O caso da alegada corrupção na compra dos submarinos enquanto ministro da Defesa Nacional acompanha e persegue portas até 2014. Mas não foi constituído arguido.

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Paulo Portas [Lusa]

A derrota em 2005

Com a derrota nas legislativas de 2005, Paulo Portas abandona o partido e é substituído por José Ribeiro e Castro.

 

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«Voto útil tirou votos ao CDS»

Um dos melhores resultados do CDS

Foram apenas dois anos aqueles em que esteve afastado da liderança do partido. 

Em 2007 regressou à presidência do partido e, quatro anos depois, nas legislativas de 2011, conseguiu um dos melhores resultados do CDS: 11,7% dos votos e a eleição de 24 deputados. 

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Programa do XIX Governo Constitucional - JOSE SENA GOULAO / LUSA

O regresso ao Governo

Depois das legislativas de 2011, regressa ao Governo, no Executivo de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Passos Coelho.

Portas assume a pasta dos Negócios Estrangeiros.

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Fluente em quatro línguas estrangeiras - francês, inglês, espanhol e italiano - fez da diplomacia económica o vetor determinante da política construída a partir do Palácio das Necessidades para o mundo.

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Demissão de Portas abana mercados em 7 minutos

A demissão "irrevogável"

A sua passagem pelo Executivo de Passos Coelho ficou marcada pela apresentação da sua demissão, em julho de 2013. 

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«São muitos anos de feiras» - Paulo Portas em salão alimentar confessa que apesar de vários brindes «ainda estava sóbrio». (Miguel Lopes/Lusa)

Portas, o 'vice'

A substituição do então ministro das Finanças, Vítor Gaspar, com quem manteve divergências públicas, por Maria Luís Albuquerque, foi o motivo que alegou para apresentar a demissão ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. 

Passos Coelho não aceitou a demissão e o CDS-PP mandatou Portas para negociar a solução de estabilidade governativa que resultou no reforço do seu poder no executivo, em que Maria Luís Albuquerque se manteve como ministra das Finanças. 

O presidente do CDS-PP abandonou o Ministério dos Negócios Estrangeiros para ser o ‘vice' do Governo com coordenação das políticas económicas e do relacionamento com a troika, assim como as orientações para a reforma do Estado. 
 

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Passos e Portas anunciam coligação [Lusa]

Juntos para as legislativas

PSD e CDS apresentam-se às eleições legislativas de 2015 coligados. "Portugal à Frente" é o nome escolhido para a aliança. 

 

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"Isto não é bem um Governo, é uma geringonça"

A "geringonça" que derruba Passos e Portas

O resultado das eleições de 4 de outubro dá à coligação PàF o maior número de votos, mas sem maioria. Passos e Portas ainda chegam a formar Governo, mas este acaba por ser derrubado no Parlamento.

É que há um novo desenho da Assembleia da República, com uma maioria parlamentar à esquerda. E BE, PCP e Verdes dão luz verde ao PS para formar Executivo.

Portas diz que o novo Governo é uma "geringonça". 

 

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Paulo Portas

O anúncio do adeus

Com 53 anos, Paulo Portas anunciou no dia 28 de dezembro que não se ia recandidatar à liderança do partido.

 

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O best-off de Portas

Líder do CDS-PP demissionário é um político de longo curso e protagonizou vários momentos decisivos e polémicas na política nacional