TVI24

O ano dos furacões

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Furacões, inundações e secas. Os fenómenos climáticos provocaram destruição e morte um pouco por todo o mundo em 2017 e a TVI escolheu-os como facto internacional do ano.

Do furacão Irma ao Maria, com passagem pela tempestade Ophelia que teve efeitos nos fogos em Portugal, a força dos fenómenos extremos levou os cientistas a analisar os efeitos dos mesmos e a voltar a estudar as alterações climáticas.

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O facto internacional do ano

O ano de 2017 fica marcado por três grandes furacões. Furacões de categoria quatro e cinco ao tocar Terra, que deixaram uma onda de mortos e destruição e levam a pensar na relação entre estes fenómenos naturais e as alterações climáticas

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Tufão Hato

A 23 de agosto de 2017, Macau foi atingido pelo tufão mais violento dos últimos 18 anos, o Hato, que causou pelo menos dez mortos e 240 feridos, além de um rasto de destruição e caos na cidade.

O tufão fez até com que o diretor dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos se demitisse.

Para além das vítimas mortais e dos feridos a lamentar, o furacão provocou ainda avultados danos materiais.

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Um tufão como há muito não se via

Macau e Hong Kong chegaram a elevar para 10 - o nível máximo - o sinal de alerta por causa do tufão Hato. O rasto de destruição ficou documentado nas imagens

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Furacão Harvey

25 de agosto de 2017, Houston, Texas. O furacão de nível 4, com ventos superiores a 200 quilómetros por hora, provocou 91 mortos e prejuízos de pelo menos de 170 milhões de euros.

O furacão mais forte a chegar aos EUA, desde 2005, deixou ainda cerca de 30 mil pessoas sem casa.

A chuva intensa que o Harvey trouxe provocou inundações que levaram à suspensão da atividade na unidade de Baytown da petrolífera ExxonMobil e fez com que as ruas passassem a rios navegáveis, fazendo recordar o cenário vivido no país em agosto de 2005 com o furacão Katrina.

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Texas continua alagado por causa do furacão Harvey

Uma semana depois do Harvey

As inundações provocadas pelo furacão fizeram com que Houston ficasse inundada durante semanas. Perante uma cidade paralisada pelas águas, muitos foram aqueles que, ao fim de uma semana, tiveram de ser resgatados pelos meios de socorro

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Furacão Harvey

Já em Porto Rico, pelo menos 16 pessoas morreram, e toda a ilha ficou sem eletricidade. Cerca de quatro meses depois, e de acordo com o Finantial Times, 700 geradores temporários estão na ilha para "energia de emergência" até que o sistema elétrico seja resolvido.

No entanto, até que isso aconteça, há vários outros problemas que não tem solução, como a falta de água, a falta de gasolina e a falta de caixas de multibanco, entre outros.

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Furacão Harvey

Foi o furacão mais potente a tocar terra nos Estados Unidos desde o Katrina, em 2005, e afetou sobretudo os Estados do Texas e do Luisiana

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Furacão Irma

Entre a dezena de furacões formados no Atlântico em poucas semanas, o Irma salientou-se pelos ventos acima de 300 quilómetros por hora, passando por várias ilhas das Caraíbas, incluindo Cuba, e pelos Estados Unidos da América, principalmente pelo estado da Florida.

Um furacão de nível 5 - quando atingiu as ilhas das Caraíbas a 6 de setembro de 2017 - que provocou 134 mortos e deixou um rasto de destruição em apenas quatro dias: quase totalidade de Barbuda e da parte francesa de Saint-Martin ficaram devastadas.

Casas, empresas, árvores... nada escapou à fúria do Irma. Na Republica Dominicana, 19 mil pessoas foram retiradas de casa. Na Florida, 19 pessoas morreram, sete milhões foram retirados de casa e 3,5 milhões de consumidores ficaram sem eletricidade.

O Irma foi considerado o furacão mais forte de sempre do Atlântico. Sozinho, gerou mais energia do que as oito tempestades que o antecederam na região.

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A força do furacão Irma

As imagens mostram a destruição que ficou após a passagem do furacão de nível 5

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Os portugueses que escaparam ao Irma

Entre as milhares de pessoas que escaparam ao furacão, cerca de eram portuguesas que se encontravam nas ilhas Antilhas.

Os cerca de 70 portugueses regressaram a Portugal depois da passagem do furacão Irma, numa operação de repatriamento organizada pelo ministério dos Negócios Estrangeiros.

No total, 68 portugueses, um brasileiro e um romeno, entre os quais 20 menores, viajaram a bordo de um C-130 enviado pelo Estado português, desde a ilha de Guadalupe, nas Antilhas francesas, regressando ao seu país natal após a passagem do furacão Irma.

Destes, 65 residiam na ilha de Saint-Barthélemy e cinco em Saint-Martin. Acresce a estes cidadãos nacionais uma mulher, que se encontrava num estado avançado de gravidez, pelo que não pôde viajar no avião militar, regressando a Portugal com o marido num voo comercial.

Em Saint-Barthélemy (‘Saint-Barths’), vivem cerca de 2.000 portugueses, um número muito superior aos 165 registados junto dos serviços consulares como residindo naquela ilha das Antilhas francesas.

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As histórias dos portugueses que escaparam ao Irma

As histórias dos portugueses que escaparam ao Irma

Na ilha de Guadalupe, a comunidade portuguesa contou com o apoio de dois compatriotas que dedicaram toda as energias a auxiliar quem precisa

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Tempestade Ophelia

O furacão Ophelia foi o maior furacão no Oceano Atlântico de que há registo. Começou graças a uma frente fria e rapidamente se transformou no sexto maior furacão do ano.

O décimo furacão consecutivo formou-se como tal a 11 de outubro. Começou como furacão de categoria 1, passando rapidamente a furacão de categoria 4.

Em Portugal, a passagem do Ophelia colocou sete das nove ilhas dos Açores em alerta vermelho, com vários troços de estrada com circulação condicionada devido a rajadas de vento superiores a 100 quilómetros por hora.

A passagem do Ofélia coincidiu de forma exata com os fogos de 15 e 16 de outubro que devastaram Portugal.

No dia 14, na altura que passava os Açores, baixou de intensidade e a 16 de outubro, já no norte da Grã-Bretanha e Irlanda, baixou para tempestade tropical.

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Vídeo inédito da NASA mostra impacto do furacão Ophelia nos fogos em Portugal

Melhores imagens de sempre mostram a evolução do furacão no Atlântico e a influência que teve nos incêndios. A passagem do Ofélia coincidiu de forma exata com os fogos de 15 e 16 de outubro 

 

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Tufão Damrey

4 de novembro de 2017. Um forte tufão devastou o Vietname deixado um rasto de destruição e morte. 

De acordo com a Reuters, o Tufão Damrey matou, pelo menos, 106 pessoas. Outras 25 estão desaparecidas e 197 ficaram feridas.

As fortes chuvas trazidas pelo Damrey fizeram com que os depósitos de água ficassem perigosamente cheios e, pelo menos, 49 tiveram de ser abertos para evitar maiores catástrofes.

O Tufão Damrey foi a 12.ª tempestade grande do ano e a maior que atingiu o Vietname em 2017.

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Tufão deixa rasto de destruição no Vietname

Damrey foi o 12.ª tempestade mais forte do ano
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Trump anunciou a saída do país do Acordo de Paris. E agora?

A 1 de junho de 2016, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos da América vão sair do Acordo de Paris, um compromisso assumido em 2015, tendo em vista a redução das emissões de gases com efeito de estufa para conseguir baixar o aquecimento do planeta.

A decisão foi recebida com vários protestos e Alemanha, França e Itália divulgaram um comunicado conjunto, dizendo que o Acordo de Paris não é negociável.

Perante a posição destes países, Trump conversou ao telefone com a chanceler alemã, Angela Merkel, com o presidente francês, Emmanuel Macron, com a primeira-ministra britânica, Theresa May, e com o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau. 

A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris terá como consequência a subida da temperatura mundial de 3,2.ºC até 2100, contra 2,8.º se o país respeitasse os compromissos iniciais de redução de emissões.

Assim sendo, a saída dos EUA do Acordo de Paris terá consequências visíveis, já que o país é o segundo maior emissor de gases com efeito de estufa.

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"Estamos a perder a batalha do clima", avisa Macron

"Estamos a perder a batalha do clima"

Após a decisão de Donald Trump, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu à Europa para compensar o financiamento que os Estados Unidos retiraram ao painel intergovernamental de peritos em alterações climáticas, para que possa continuar o seu trabalho.

Segundo o chefe de Estado francês, o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, uma organização da ONU, "está ameaçado porque os Estados Unidos deixaram de o financiar".

Por isso, Emmanuel Macron pediu à Europa para que "preencha esta lacuna", assegurando que a França "cumprirá a sua parte".

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Mundo vive corrida contra o tempo

Há quase dois anos, uma reportagem emitida pela TVI já antecipava o que aconteceu este ano a nível de tempestades.

O trabalho dos jornalistas Isabel Loução Santos, Gonçalo Prego e Miguel Freitas olhou para os efeitos do aquecimento global no planeta e os recentes acontecimentos levaram a TVI a voltar a exibir a reportagem para ajudar a compreender o que se passa no planeta.

A reportagem leva-nos numa viagem por cinco países, que nos ajuda a compreender a complexa teia de efeitos das alterações climáticas, e que olha para a forma como a vida dos portugueses poderá ser afetada nas próximas décadas.

 

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Repórter TVI: Corrida contra o tempo

Repórter TVI

"Corrida contra o Tempo", uma reportagem de Isabel Loução Santos, com imagem de Gonçalo Prego e edição de Miguel Freitas

por: Andreia Miranda