Quase 3,5 milhões de pessoas estão desempregadas em Espanha segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto espanhol de Estatística (INE), que refere que o desemprego aumentou 4,63 por cento em Fevereiro, para o nível mais elevado desde 1996.

Cerca de 154 mil pessoas juntaram-se ao grupo de desempregados em Fevereiro, o quinto aumento mensal acima dos 100 mil e o décimo mês consecutivo de crescimento do desemprego.

O aumento de Janeiro para Fevereiro foi o maior crescimento do desemprego de sempre, neste período mensal, diz a Lusa, ficando ainda assim aquém do crescimento registado em Janeiro, quando quase 199 mil pessoas se juntaram às fileiras de desempregados.

No último ano o número de desempregados cresceu mais de 50 por cento, num total de 1,17 milhões de pessoas.

Entretanto o Ministério do Trabalho confirmou ainda que o número de contribuintes para a Segurança Social caiu 0,38 por cento entre Janeiro e Fevereiro, ou cerca de 69 mil pessoas.

Gastos com subsídios de desemprego disparam

Em comunicado, Maravillas Rojo, secretária-geral do Emprego, destaca o «elevado impacto» que a conjuntura económica está a ter no emprego, manifestando-se porém convencida de que as medidas que o governo vai aprovar no final desta semana ajudarão a combater o problema.

O desemprego está a crescer em ambos os sexos mas a um nível mais rápido entre os homens, afectando todos os sectores económicos, ainda que seja os de serviços (mais 88 mil desempregados) e de construção (mais 24 mil) a registarem os maiores aumentos, respectivamente de 4,6 e de 4,05 por cento.

O aumento do desemprego em Espanha está a fazer disparar os gastos em subsídios de desemprego que atingiram os 2.503 milhões de euros em Janeiro, um aumento de 62,8 por cento face ao início de 2008.

Segundo o Ministério do Trabalho, o gasto médio por desempregado é de 1.068,2 euros, um aumento de 46,8 euros face ao mesmo mês no ano passado.

A quantia média bruta do subsidio recebido pelos desempregados espanhóis atingiu em Fevereiro os 833,2 euros, mais 43,9 euro que no ano passado (mais 5,6 por cento).