Os dérbis de futsal e andebol entre Benfica e Sporting, no Estádio da Luz, neste fim de semana foram marcados por cânticos ofensivos e polémicos de parte a parte.

No jogo de futsal, a claque dos "No Name Boys" cantou "foi no Jamor que o lagarto ardeu" este sábado e simularam o som de um "very-light". Um cântico que acabou repetido no jogo de andebol.

No segundo embate entre as duas equipas, o momento em que o cântico - alusivo à morte de um adepto sportinguista na final da Taça de Portugal no Jamor, em 1996, depois de ter sido atingido por um "very-light" lançado por benfiquistas - foi entoado pela claque do clube da Luz foi filmado e partilhado nas redes sociais, tornando-se viral.

O caso foi ainda denunciado pelo diretor de comunicação do Sporting, Nuno Saraiva, num post no Facebook, que classificou a atitude da claque como um "ato inqualificável que devia envergonhar e muito a instituição em causa". 

Esta segunda-feira, em comunicado, a direção do Benfica também reagiu, condenando o cântico e afirmando que "são comportamentos inaceitáveis, que merecem uma pública condenação".

No entanto, o clube da Luz critica também os cânticos "insultuosos" à memória de Eusébio feitos por adeptos sportinguistas no jogo de futsal, deste fim de semana, entre águias e leões. Na mesma nota, o clube da Luz pede ainda que o dérbi do próximo sábado com o Sporting seja um "momento de festa".

Na última semana também a claque dos Super Dragões, do FC Porto, esteve debaixo de fogo por causa dos cânticos ofensivos ao Benfica, que lembravam a tragédia que vitimou quase toda a equipa da Chapecoense, ao cantar "Ai quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica".