Jaime Marta Soares deu início à Assembleia-Geral do Sporting e logo a seguir falou Bruno de Carvalho, antes de se iniciar a discussão e votação dos pontos da ordem de trabalhos. 

O presidente do Sporting, que decide hoje a permanência no clube, apresentou 13 pontos para votar "Não" nos três pontos, um deles contra Marco Silva e muitos outros contra figuras do universo leonino.

Bruno de Carvalho começou por dizer que vota "não" porque desde dia 3 apenas viu "uma questão ser feita sobre um artigo dos estatutos": "Com isso é mais do que evidente que não existem dúvidas sobre estatutos e regulamentos.”

Depois revelou que está farto que o chamem de "chavões como pidesco, lei da rolha, controlo total dado a um homem, quer o clube para ele, não quer perder o tacho, quer a expulsão de todos os que não concordam com ele, o Sporting acaba com a aprovação, não se quer o Sporting Clube da Venezuela."

No terceiro ponto diz que criou um painel exigente para debater os estatutos e regulamentos que vão a discussão. "No primeiro grupo convidámos 46 sportinguistas cuja maioria é sempre contra tudo, mesmo que seja contraditório.  Esses verificariam ao pormenor os estatutos e regulamentos com perguntas incómodas e nada. Discursos para a TV, generalidades bacocas. Na altura de discutir saíram. Dois dos três que saíram são advogados."

E continuou: "Depois existiu conversa franca com associados e questões foram de estilo e timing e nada de específico sobre regulamentos e estatutos. 41 desses 46 mostraram porque ficam em casa, ato de falta de coragem que nunca deve ser enaltecido e nunca deve ser esquecido. Verdadeiros sportinguistas atacam, mas perante convite para cara a cara nunca recusam. Preferem a guerra ao estilo terrorista, ataque pelas costas e sem problema com danos colaterais. Apenas querem criar imagem do presidente deturpada para que o mesmo cai e eles assumam o poder." 

Por fim, o ataque a jornalistas e comentadores: "Tem uma responsabilidade do eco que os órgãos de comunicação social têm. 33 dos 39 ficaram em casa, claro sinal de que muitos órgãos não querem informar, querem desinformar. Uns sobre comando de alguém que decidiu que eu era incómodo para os seus esquemas, que não vendo o Sporting para ter boa imprensa, que não me calo contra a teia do futebol português, que sou propositadamente politicamente incorreto e porque denuncio todos com nomes e factos. Apenas seis fizeram o seu papel de jornalistas profissionais e apenas um tinha uma dúvida simples, sobre um artigo dos estatutos. Ficou claro que não sou eu que tiro o foco dos assuntos do futebol português, que eu comecei a denunciar: vouchers, e-mails e jogos para perder. Não sou eu que tiro o foco, mas sim estas pessoas que tentam minar o Sporting."

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Nos pontos seguintes atacou Abrantes Mendes, Godinho Lopes, Carlos Seixas, José Roquette, Dias da Cunha e Pedro Madeira Rodrigues: "Madeira Rodrigues fugiu de Portugal, mas desde dia 3 fez mais intervenções que na campanha eleitoral. Já agora quero lembrar que nunca ninguém ouviu falar deste senhor no universo sportinguista. Mas ele é sportinguista e ex-candidato. O que faz ele nos casos do e-mails do Benfica? Pediu auditoria, arrastou o assunto sobre a auditoria, disse que pagava, que não pagava, e ao mesmo tempo mandava cartas à comunicação social. Depois de se recusar a pagar teve a seguinte declaração: «A honestidade do presidente do SCP fica em dúvida», carta nunca chegou à SAD.”

Rogério Alves foi outro dos visados, dizendo que o sportinguista, que já integrou vários direções, quer ser presidente do clube: "Porque não afirma de uma vez por todas que quer ser presidente do Sporting e que fará tudo para o conseguir?”

Seguiu-se o ataque a Carlos Severino, Duarte Moral e Mário Patrício pelo tweet nas contas do PS, Rui Morgado, Marco Silva e depois os "betos" da Juventude Leonina e a filha de João Rocha.

"Magui disse aqui, que se o pai fosse vivo, nunca aceitaria ter o nome neste pavilhão. Então vou eu relembrar uma AG de 1986, onde, na presença de João Rocha, foi votado e aprovado que num projeto que João Rocha tinha, onde estava incluído uma estrutura semelhante, esta teria o seu nome. Não só aceitaria se estivesse vivo como o aceitou em 1986. Não consigo perceber esta guerra constante de alguns betos com a conivência do silêncio de Bernardo e João, com estas aparições com discursos infelizes de Magui. Cresci com João Rocha como meu presidente de referência e tenho-me mantido fiel, eles cresceram com ele como pai. Eu não tenho dúvidas que se fosse vivo ele estaria do meu lado, que nos daríamos bem, que estaríamos de acordo porque tive o prazer de com ele ir falar sobre o Sporting, várias vezes", disse.

Após o discurso iniciou-se a discussão e votação, com 33 sócios a pedirem a palavra.