A Red Bull e a Renault vão separar-se no final do ano, mas a rutura entre as duas equipas parece já estar em curso ainda antes de terminado o contrato que as liga. E a bronca vai subindo de tom...

A equipa austríaca de Fórmula 1 recebe motores da fabricante francesa (regressada À F1 em nome próprio em 2016) desde 2007 e essa parceria ficou no mês passado com o fim destinado. A Red Bull passará a partir de 2019 a receber motores Honda, como já acontece com a sua satélite Toro Rosso.

O mal estar entre Renault e Red Bull veio a acentuar-se com «trocas de galhardetes» entre as partes por causa dos desempenhos de motores e carros e ainda piorou com o processo de decisão da Red Bull pela continuação ou separação da Renault...

Após o GP da Hungria deste domingo, a animosidade subiu ainda mais de tom na sequência do abandono de Max Verstappen à sexta volta com problemas no motor. O piloto holandês foi muito duro nas palavras para todos os que quiseram ouvir, mas o diretor da Red Bull não ficou atrás...

Christian Horner também fez críticas em relação ao dinheiro que paga pelo produto que recebe, mas, além disso, referiu que já estava à espera das “desculpas” do seu homólogo na Renault.

Verstappen: é “difícil aceitar” os “milhões” que se paga pelo motor Renault

Cyril Abiteboul respondeu agora de forma igualmente não menos acintosa afirmando que, na equipa francesa, já não ligam ao que diz Horner desde 2015.

“Os nossos patrões deixaram de ler o que Christian Horner diz de nós desde 2015. É muito claro que já não queremos ter quaisquer negócios com eles. É muito claro. Está encerrado. Eles vão ter o parceiro deles para o motor, que irá pagar uma pipa de massa para ter o seu produto a bordo e desejo-lhes sorte. Não tenho mais nada para dizer”, afirmou o diretor da equipa de F1 da Renault, citado pela «Autopsort».