Por: Redacção / JTF | 30- 6- 2010 16: 12
É assim com os grandes craques. Elogiados, idolatrados, muitas vezes embandeirados por alturas de grandes feitos, mas também
os principais visados se as coisas não correm bem. Cristiano Ronaldo é, esta quarta-feira, um pouco por todo o mundo o rosto
da eliminação portuguesa no Mundial.
O avançado do Real Madrid, que queria «explodir» no Mundial, acabou por passar
ao lado da prova rainha do futebol. Agora, só daqui a quatro anos há nova oportunidade. Para já, Ronaldo terá de deixar para
trás todas as críticas.
O britânico «Telegraph», por exemplo, lembrou que Ronaldo perdeu uma oportunidade, quem sabe,
única de fazer história: «Este era o momento para o qual o Ronaldo nasceu: uma luta entre ele e o gigante irmão ibérico, com
a hipótese de marcar a diferença e deixar a sua marca no maior palco do mundo. Mas as pessoas acabaram por vê-lo sem sucesso.
Talvez nem o reconheçam com aquela camisola vestida.»
Do outro lado do Atlântico, o «Los Angeles Times» tece as críticas
mais duras, apelidando o português de «fraude» e «impostor». «Os portugueses queriam ver Ronaldo, o ícone; Ronaldo, o terror
das defesas contrárias; Ronaldo, o melhor do mundo em 2008. Acabaram por ver Ronaldo, o vulgar. Talvez, no final de contas,
ele seja apenas a mais cara fraude de sempre do futebol», pode ler-se no jornal, que continua as críticas ao fraco desempenho
do português. «Provavelmente nem precisava do duche no final» e «Mandela, aos 91 anos, tinha sido mais móvel que o Ronaldo»,
são outras das tiradas mais fortes.
O episódio da cuspidela
Em Espanha e no Brasil, o episódio no
final do encontro, em que Ronaldo cospe para o chão, quando se apercebe da presença de uma câmara, faz correr muita tinta.
«Na derrota, finalmente, ele revelou-se humano, talvez até demasiado humano. Não é só um rosto inanimado nos outdoors, nas
páginas das revistas, nos ecrãs dos estádios. Batido, mostra ser de carne e osso, como o mercador de Veneza», lê-se numa das
colunas do «Globoesporte».
«As», «Marca», «Sport» e «Mundo Deportivo» também não deixam o incidente cair em saco
roto. Este último dita a sentença inevitável: «Adeus à Bola de Ouro», num «ano em branco» para Ronaldo em que não teve sucesso
como CR9 nem CR7.
O argentino «Ole» pega na vida extra-futebol de Ronaldo para lançar as suas críticas: «Ronaldo,
o vendedor de champôs mais famoso do mundo, é, afinal, um vendedor de ilusões. Um Mundial lastimoso para o futebolista dos
mil abdominais por dia. Apenas um golo e um alarmante individualismo.»
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