Tal como os economistas do Instituto Superior de Economia e Gestão previram, a economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017, segundo a confirmação feita pelo INE a meio deste mês. E para 2018, o que se perspetiva?

A síntese de conjuntura do ISEG de fevereiro, que a TVI24 divulga em primeira mão, faz notar que ainda há poucos dados – só relativos a dezembro/último trimestre do ano passado e, em alguns casos, de janeiro –  pelo que “tornar-se-ia abusivo ver tendências onde elas não podem ser detetadas”

Ainda assim, "o enquadramento externo não parece ser desfavoráve"l e perspetivam-se níveis de “crescimento aceitáveis” em termos de procura agregada, que "não devem ser superiores aos de 2017".

Tendo em conta os dados disponíveis e as previsões sobre o andamento da economia, o ISEG prevê uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) entre os 2,4% e os 2,8% no conjunto de 2018. 

Assente em quê? Embora se perspetive um crescimento nulo do consumo público, o investimento deverá aumentar 7,5%, as exportações - consideradas o motor da economia- à volta de 7% e as importações um pouco mais (7,3%). 

Dos dados disponíveis para janeiro, esta síntese de conjuntura destaca o crescimento de 100% da produção automóvel no mês de estreia deste ano, o aumento do consumo de cimento em 9%, sinalizando como o setor da construção e das obras públicas arrancou com pé direito, depois de a sua recuperação também se ter destacado em 2017.

Já o sentimento económico caiu em relação ao pico de novembro, mas está em níveis altos em relação a há um ano. A confiança, em termos setoriais, evidencia uma descida na indústria, mas uma melhoria na construção, serviços e comércio a retalho.

O turismo tem dado, igualmente, um forte impulso à economia. Os proveitos totais cresceram 16,6% no ano passado, sendo que ainda não há dados finais relativos a janeiro.