O Ministério Público da Venezuela acusou, este sábado, formalmente a dirigente estudantil e militante do partido da oposição Vontade Popular, Gabriela (Gaby) Arellano, de estar vinculada a planos para perturbar a paz no país e conspirar contra o Governo.

A acusação, de acordo com aquele organismo, foi realizada na sexta-feira durante uma audiência em Caracas, com base na legislação venezuelana que prevê que quem «dentro ou fora do território nacional conspire para destruir a forma política republicana é punido com oito a 16 anos de prisão».

De acordo com o Ministério Público, o mesmo castigo será aplicado a quem «solicite uma intervenção estrangeira nos assuntos da política interior da Venezuela», peça participação para transtornar a paz ou que, «por publicações feitas na imprensa estrangeira, incite à guerra civil ou difame o Presidente da República, insulte um representante diplomático e funcionários consulares».