O Super Bock Super Rock e o MEO Sudoeste são os festivais mais antigos e de maior dimensão da Música no Coração. Mas a promotora liderada por Luís Montez tem ainda a seu cargo o Sumol Summer Fest, em junho, o EDP CoolJazz, que há uma semana arrancou para a 11ª edição, o novo Caixa Alfama, a realizar em setembro e dedicado ao fado, e o Vodafone Mexefest, que voltará a acontecer no final do ano.

«Os festivais são aquilo em que nos concentramos mais e ao qual nos dedicamos mais. São o nosso core business, esclarece Jwana Godinho ao tvi24.pt sobre a estratégia que a promotora tem seguido desde 2007, ano em que Álvaro Covões, até então sócio de Luís Montez na Música no Coração, deixou a empresa para criar a sua Everything Is New.

Desde então, a promotora de Covões tem sido responsável pela vinda ao nosso país de alguns dos maiores nomes da música mundial em concertos individuais. Este ano, trouxe a Portugal os Bon Jovi, os Iron Maiden, os Muse e Justin Bieber, entre outros, e está ainda ligada à produção de outros eventos artísticos que o seu responsável máximo acredita serem «diferenciadores».

«Nós estamos menos ligados a festivais. Em vez de criarmos eventos que são iguais uns aos outros, preferimos criar projetos diferenciadores», dando como exemplo o festival Night+Day, dos The xx, junto à Torre de Belém, os espetáculos do Cirque du Soleil que têm passado anualmente pelo Pavilhão Atlântico, e a exposição de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda, que conta já com mais de 100 mil visitantes.

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Outra das apostas da Everything Is New é o Cascais Music Festival, conceito estreado em 2012 e que voltará a realizar-se no próximo ano, assegura o diretor-geral da promotora.

Há um ano, os bilhetes para os concertos dos Keane, Erykah Badu, Manu Chao, Mariza e Antony & The Johnsons puderam ser adquiridos em pacotes especiais para turistas que incluíam jantar e estadia em hotéis de três a cinco estrelas.

No mesmo estilo de festival com concertos individuais espalhados ao longo de um mês está o EDP CoolJazz, que este ano celebra a sua 10ª edição.

«É um festival muito forte e completamente diferente, e que também tem muito público. O ano passado tivemos o Sting no Parque dos Poetas num espaço que tem uma capacidade bastante maior. Este ano temos dois espetáculos nesse espaço, o do Jamie Cullum e o do John Legend», destaca Jwana Godinho, acrescentando que o CoolJazz «acaba por ser tão grande como os outros».

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Quanto aos dois festivais da Música do Coração que se realizaram pela última vez em 2011, Jwana explica que tal não aconteceu motivado por qualquer crise financeira, mas apenas por estratégia quer da promotora, quer dos parceiros que patrocinavam o Delta Tejo e o Super Bock Surf Fest.

«A Delta preferiu fazer uma aposta noutras áreas, como a solidariedade social. O festival sempre correu bem, não quer dizer que não o retomemos [no futuro]. (...) [Quanto ao Super Bock Surf Fest], começámos a perceber que os festivais naquela altura do ano, a meio de agosto, são mais difíceis para programar. Nós próprios chegávamos quase extenuados àquela altura depois de passarmos por um Sudoeste. E, por outro lado, também tínhamos uma alternativa muito boa que era o Sumol Summer Fest.»