Forças Armadas: CEMGFA vai introduzir mudanças

General Luís Araújo disse que o CEMGFA tem que ser reestruturado para não correr o risco de morrer

Por: Redação / ACS    |   23 de Novembro de 2011 às 16:00
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) afirmou esta quarta-feira que na actualidade qualquer instituição que «não se reestruture morre», acrescentando que o próprio Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) precisa «claramente» de mudanças.

«O EMGFA claramente tem de ser reestruturado», afirmou o general Luís Araújo aos jornalistas, à saída de uma conferência no Instituto de Defesa Nacional (IDN), noticia a agência Lusa.

O principal chefe militar recusou no entanto especificar em que moldes essa reforma deve acontecer, dizendo que é preciso «estudar» opções.

Luís Araújo disse ainda ter entendido o discurso do primeiro-ministro, esta quarta-feira de manhã, na abertura do ano lectivo no Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM), como uma constatação de que qualquer organismo que não se reforme «morre».

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu na sua intervenção uma reforma das Forças Armadas que elimine «duplicações desnecessárias ou disfunções» e «uma estrutura de comando mais reduzida e eficiente», fomentando a «cooperação activa com todos os órgãos do Estado».

O CEMGFA referiu a este propósito que «as organizações são vivas e têm de fazer face aos desafios que têm a ver com o ambiente» em que se enquadram e de estar «atentas ao mundo».

Segundo Luís Araújo, esta necessidade de «reestruturação e ajustamento» é «constante» no mundo actual.

O CEMGFA frisou no entanto que «se há organização que se tem ajustado às situações são as Forças Armadas».

O CEMGFA recusou também a ideia de que se possa promover militares sem atualizar o respetivo vencimento, advertindo que no Estatuto dos Militares (EMFAR) «um posto corresponde a um vencimento».

O CEMGFA assinalou que o EMFAR «é lei» e não apenas um decreto e que, por isso, sem que seja alterado, promover militares sem actualizar o vencimento não é possível.

«A um posto corresponde um vencimento», notou, reforçando que as Forças Armadas se baseiam «na hierarquia» e que os postos têm «conteúdo funcional».

Questionado sobre até quando é que os ramos poderão assegurar esta situação, o CEMGFA disse não saber, mas lembrou que nas suas declarações, o ministro da Defesa se referiu a uma solução a ser encontrada durante o mandato do Governo PSD/CDS-PP.
PUB
EM BAIXO: Sociedade
Sociedade

COMENTÁRIOS

PUB
Comprador do Novo Banco não terá de pagar aos lesados do BES

Banco de Portugal informou os interessados na compra do Novo Banco que não terão de reembolsar os clientes do BES que subscreveram papel comercial do GES. A questão foi colocada pelos próprios e a resposta, que consta de uma deliberação de 13 de maio, foi esta sexta-feira tornada pública