A mostrar que as estrelas nunca desaparecem, quinze anos depois da morte, Hedy Lamarr ainda é recordada. A vida da atriz é revisitada pelo Google esta segunda-feira, dia em que faria 101 anos se estivesse viva.
 
Diva do cinema americano nas décadas de 30 e 40, Hedy Lamarr, nascida 9 de novembro de 1914 como Hedwig Eva Maria Kiesler, em Viena de Áustria, fez filmes como “Sansão e Dalila”. Foi também a primeira atriz a simular um orgasmo num filme não pornográfico, como recorda o Huffington Post.
 
Hedy Lamarr dava nas vistas pelo cinema como pela sua vida privada. Considerada pelos militares na Segunda Guerra como a atriz mais bonita e desejada, Lamarr casou seis vezes e foi par amoroso de Clark Gable no grande ecrã.
 
O muito que havia para dizer e escrever e ver sobre Hedy Lamarr era pouco revelador daquilo que Hedy tinha para oferecer. Uma espécie de bipolaridade que fazia dela uma atriz bela de dia e uma inventora fascinante de noite. A biografia de Hedy Lamarr despertou a curiosidade de Richard Rhodes, que escreveu a vida desta mulher que comemoraria, esta segunda-feira, 101 anos se fosse viva.
 
Do primeiro casamento com um vendedor de armas, ficou-lhe a curiosidade. Durante a Segunda Grande Guerra, e depois de ter atravessado o oceano em direção aos Estados Unidos, inventou um sistema de comunicações militares baseado nas teclas de um piano.
 
À distância do tempo, Hedy Lamarr, que a maioria reconhece apenas pela cara bonita, foi a percursora do wifi, dos telemóveis e dos sistemas GPS. Mas, esse reconhecimento não chegou em vida, tal como morreu praticamente irreconhecível. As plásticas deixaram Hedy Lamarr morreu aos 86 anos, sozinha, na Florida, nos Estados Unidos, ela que havia dito que “qualquer rapariga pode ser bonita. Basta que esteja quieta e faça um ar de estúpida”.