“Post Mortem”, de Belmiro Ribeiro, venceu o prémio do júri do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa para a melhor curta-metragem portuguesa e “The Noonday Witch”, do checo Jiří Sadék, venceu a Melhor Longa Europeia.

Os prémios habilitam ambos os vencedores desta 10.ª edição do MOTELX a representarem o festival de terror de Lisboa na Gala Anual da Federação Europeia de Festivais de Cinema do Fantástico, que se realiza em Lund, na Suécia, no final de outubro.

O júri do MOTELX decidiu ainda atribuir uma Menção Especial a “Palhaços”, de Pedro Crispim, pelo “trabalho fotográfico de qualidade, com um ótimo uso da cor e uma história com vários níveis e personagens complexas”, anunciou a organização do festival, através de um comunicado.

A história realizada por Belmiro Ribeiro, sobre um fotógrafo que presencia um assassinato e se deslumbra com a vítima, “arrebatou o júri da competição nacional - constituído pelo escritor José Luís Peixoto, a atriz e apresentadora Filomena Cautela e a escritora e programadora canadiana Shelagh Rowan-Legg -, que considerou que o filme “se faz valer de um excelente trabalho sonoro e fotográfico, com um eloquente uso do preto e branco".

“'Post-Mortem' apresenta-nos uma história de macabra subtileza, interpretada com competência”, sublinhou a mesma fonte.

O Prémio Melhor Curta Portuguesa/Méliès d’Argent tem o valor monetário de 5000 euros, o maior prémio atribuído a curtas em Portugal, e um fim de semana de inspiração num hotel da cadeia Hotéis Belver, um dos patrocinadores do MOTELX, além de ficar selecionado para o Méliès d’Or para a Melhor Curta-Metragem Europeia, a ser escolhida em Lund.

Já “The Noonday Witch”, de Jiří Sadék, convenceu o júri com “a inspiração, o respeito e o domínio pela linguagem do Cinema”, e tornou-se o primeiro vencedor da competição na categoria das longas-metragens europeias, lançada pela primeira vez nesta 10.ª edição do MOTELX.

“The Noonday Witch” conta uma “história intemporal, bebida das raízes do seu folclore natal” e seduziu o júri das longas na competição – Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, Ruggero Deodato, cineasta italiano de “Holocausto Canibal”, e o realizador e produtor Mick Garris – pela “opção assumida e frontal por um terror adulto, que nos prende e encanta até ao fim, num tempo em que o terror é erradamente pensado como apenas juvenil”.

Este é “um filme sério e muito a sério, que irá longe”, reforçaram os jurados.

A 10.ª edição do MOTELX abriu na passada terça-feira, teve Ruggero Deodato como convidado especial, homenageou o cinema de terror do polaco Walerian Borowczyk (1923-2006) e estreou “O segredo das pedras”, de António de Macedo, versão cinematográfica da minissérie “O altar dos holocaustos” (1992).

A celebração das dez edições contou com a estreia do documentário "MOTELX – 10 Anos de Medo", de Rui Pedro Tendinha, e com o lançamento do livro “10 Anos de Terror”, de João Antunes, sobre "mestres" do género que passaram pelo festival, como Tobe Hooper e George A. Romero.