Há momentos que definem e alteram completamente a vida de uma pessoa, pelas consequências que acarretam. Esse momento foi quando viu, aos 15 anos, o pai alcoólico e abusador ser morto pela mãe, em defesa própria.

No entanto, este episódio teve um efeito positivo para Charlize Theron: foi ele que lhe deu força para continuar a sua vida e ser a actriz que hoje é.

«Aos 16, apercebi-me do valor que a vida tem e de como ela nos pode ser tirada muito facilmente», conta a actriz sul-africana ao jornal «Daily Express».

Em 2009, 18 anos depois de ter testemunhado a morte do pai, Theron dá vida a Sylvia, uma mulher que se esconde do seu passado, em «The Burning Plain».

Os produtores do filme procuravam uma mulher que tivesse dentro de si um grande trauma interior no passado. Apesar de ambas terem um momento decisivo na vida, não há muitas parecenças entre as duas mulheres.

Com cerca de 90 euros no bolso, foi para Hollywood tentar ser actriz, depois de ter sido modelo em Milão e de uma lesão no joelho lhe ter destruído os sonhos de ser bailarina.

Quase a desistir, quase sem dinheiro, foi um acaso que fez com que um agente reparasse nela e lhe arranjasse um papel em «O Vale da Intriga».

Seguiu-se «O Advogado do Diabo», como mulher de Keanu Reaves. Em 2003, venceu o Óscar de Melhor Actriz pela actuação em «Desejo Assassino», onde encarnou a serial killer lésbica Aileen Wuornos.

«The Burning Plain» estreia esta sexta-feira nos Estados Unidos.