A segunda edição do festival de cinema PUFF - Portugal Underground Film Festival vai acontecer pela primeira vez em Nova Iorque, em setembro, mostrando «perto de 30 horas de filmes alternativos, irreverentes e experimentais», anunciou a organização, citada pela agência Lusa.

A primeira edição deste festival aconteceu em Portimão e no Fundão em junho do ano passado e terá agora uma segunda edição em Nova Iorque, de 6 a 8 de setembro, em Brooklyn.

O diretor do festival, Pedro Leitão, disse tratar-se de «um festival internacional de cinema alternativo, experimental e irreverente que pretende apresentar novos artistas oriundos dos quatro cantos do mundo, que têm habitualmente oportunidades reduzidas de mostrar os seus trabalhos».

O festival vai decorrer no Spectacle Theater, em Brooklyn, uma sala de cinema independente, e parte da programação já está decidida.

Existirá uma secção especial dedicada aos novos filmes dos realizadores presentes na primeira edição do evento, mas a organização também está a receber candidaturas até 28 de julho.

«Fazemos questão de mostrar que é possível fazer bom cinema sem grandes meios, cativando o público e fazendo-o descobrir novas formas de ver filmes», explicou Pedro Leitão.

«Numa altura em que o cinema português e as artes em geral estão a ser maltratados, parece-me imprescindível a promoção de novos talentos lusos. Eles existem e não são poucos, mas precisam de uma oportunidade que muitas vezes lhes é negada», disse.

Nesse contexto, defende, os Estados Unidos tornam-se «uma porta de entrada muito apelativa para os jovens realizadores» porque há no país «uma grande consideração e apreço pelo cinema independente».

Além da ficção, o diretor do festival afirmou que «os documentários são pratos fortes, tentando sempre abordar temas atuais, muitas vezes polémicos, e que os meios de comunicação não abordam ou fazem de forma deformada».

Leitão afirmou que a primeira edição teve um «retorno excecional por parte dos cineastas convidados e da imprensa estrangeira» e esclarece que foi através de um dos realizadores americanos participantes que surgiu o convite para vir a Nova Iorque.

O orçamento do festival «é praticamente nulo», explica, e o evento apenas será possível porque «toda a organização, bem como os responsáveis da sala, são voluntários».