Rita Durão e Paulo Pires são os vencedores do Prémio de Atores de Cinema/Fundação GDA 2013, respetivamente, pelos seus desempenhos em «Em Segunda Mão», de Catarina Ruivo, e «Até Amanhã Camaradas», de Joaquim Leitão, foi divulgado esta segunda-feira.

Rita Durão é distinguida com o Prémio Melhor Atriz Principal, no valor pecuniário de três mil euros, e Paulo Pires com o de Melhor Ator Secundário, no valor de dois mil euros.

Os prémios são entregues no dia 19 às 18:30 numa cerimónia a realizar no Cinema S. Jorge, em Lisboa, segundo o comunicado da GDA enviado à Lusa.

O júri foi constituído pelos atores André Gago, Beatriz Batarda e Leonor Silveira que «avaliou o trabalho dos atores e atrizes que participaram em longas-metragens de ficção nacional, estreadas ao longo do ano passado», lê-se no comunicado da GDA.

Este galardão é uma iniciativa da GDA - Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas, Intérpretes ou Executantes, que visa «distribuir prémios de mérito artístico aos atores que participem em longas-metragens de ficção portuguesas».

O Prémio foi constituído em 2007 e, anualmente, são submetidas a concurso todas as longas-metragens que estrearam durante o ano.

Nas edições anteriores foram distinguidos Ivo Canelas, Anabela Moreira, Tiago Rodrigues Soraia Chaves, Virgílio Castelo, Leonor Baldaque e São José Correia, entre outros.

O ano passado Dalila do Carmo recebeu o Prémio para Melhor Atriz Principal, por ter protagonizado «Florbela», de Vicente Alves do Ó, e o de Melhor Ator Secundário foi para Ângelo Torres pelo desempenho em «Estrada de Palha», de Rodrigo Areias.

Pedro Wallenstein, que preside à GDA e ao conselho de administração da Fundação GDA, afirmou que «a qualidade do cinema português e o talento dos nossos atores manteve-se nos mais elevados níveis de sempre em 2013, não obstante o clima adverso que o cinema em particular, e o setor cultural em geral, enfrentam em Portugal, resultado da crise económica e dos acentuados cortes nos apoios à produção nacional».

Os prémios, realçou Wallenstein, têm o «intuito reconhecer e distinguir o talento e o trabalho dos atores e atrizes portugueses, e reforçar o contributo da GDA para o desenvolvimento de uma política cultural e artística de mérito em Portugal».

A GDA, fundada em 1995, é uma entidade sem fins lucrativos, cujo objetivo é a gestão coletiva dos Direitos dos Artistas, onde se incluem atores, bailarinos e músicos, e também a cobrança dos seus Direitos Conexos e a sua distribuição pelos seus titulares ou herdeiros.