A nova curta-metragem do realizador Manoel de Oliveira, «O Velho do Restelo», é apresentada esta segunda à imprensa, no Festival de Veneza, um dia antes da exibição oficial, naquela que constituirá a estreia mundial da obra.

A estreia oficial de «O Velho do Restelo» no Festival Internacional de Cinema de Veneza verifica-se na terça-feira à tarde, 2 de setembro, na Sala Grande, com o título internacional «The old man of Belem».

Manoel de Oliveira - que recebeu um Leão de Ouro de carreira em Veneza, em 2004 - reúne, neste novo filme, num banco de jardim do século XXI, várias personagens e escritores históricos: Dom Quixote, o poeta Luís Vaz de Camões, o poeta Teixeira de Pascoaes e o romancista Camilo Castelo Branco.

A produtora, na apresentação da obra, define-a como «um mergulho livre e sem esperança na História tal qual a conhecemos, com um sedimento fértil na memória de Manoel de Oliveira».

As personagens são interpretadas por Luís Miguel Cintra (Camões), Ricardo Trepa (Dom Quixote), Diogo Dória (Teixeira de Pascoaes) e Mário Barroso (Camilo Castelo Branco).

Na equipa técnica estão colaboradores de longa data de Manoel de Oliveira, como Renato Berta, na fotografia, Henri Maïkoff, no som, Christian Marti, na decoração, Adelaide Trêpa, no guarda-roupa, e Valérie Loiseleux, na montagem.

O novo filme do cineasta português de 105 anos é uma produção de O Som e a Fúria em coprodução com a distribuidora Francesa Epicentre Films, entidade que distribui os filmes de Oliveira em França, desde «Cristóvão Colombo, O Enigma» (2008).

A rodagem teve início em abril deste ano, no Porto, cidade onde o cineasta nasceu, em 1908, tendo criado até hoje mais de três dezenas de filmes.

A 71.ª edição do mais antigo certame internacional dedicado ao cinema decorre até ao próximo sábado, 06 de setembro. O festival encerra com a entrega dos prémios - Leões de Ouro e de Prata - aos filmes em competição e com a exibição de «The Golden Era», de Ann Hui, como noticia a Lusa.