A longa-metragem «Tir», de Alberto Fasulo, conquistou o Marco Aurélio de Ouro para o Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Roma, escreve a agência Lusa.

A cerimónia de anúncio do palmarés desta oitava edição do festival realizou-se no sábado, no Auditorium Parco della Musica, em Roma.

Nesta secção competiam 18 filmes, entre eles o português «A Vida Invisível», de Vítor Gonçalves.

O júri internacional foi presidido por James Gray e ainda composto por Verónica Chen, Luca Guadagnino, Aleksei Guskov, Noémie Lvovsky, Amir Naderi e Zhang Yuan.

O filme vencedor, do realizador ítalo-croata, narra a história de um professor que abandona o ensino para trabalhar como condutor de um camião, passando a fazer parte de um universo habitado por colegas rudes, por contraste à sua vida anterior.

Na competição internacional, o júri atribuiu o Prémio para Melhor Realizador a Kiyoshi Kurosawa pelo filme «Sebunsu Kodo» («Seventh Code» em inglês), e o Prémio especial do júri foi para «Quod Erat Demonstrandum», de Andrei Gruzsniczk.

Matthew McConaughey recebeu o Prémio para Melhor Ator, em «Dallas Buyers Club», do realizador Jean-Marc Vallée, e Scarlett Johansson venceu o Prémio para Melhor Atriz em «Her», de Spike Jonze.

Quanto ao prémio para melhor jovem ator ou atriz emergente, foi atribuído a todo o elenco de «Gass», do realizador Kiarash Asadizadeh, enquanto o prémio para o melhor contributo técnico foi para Koichi Takahashi, pelo filme «Sebunsu Kodo».

O Prémio para o Melhor Argumento foi para Tayfun Pirselimoğlu, pelo filme «Ben o Değilim» («I Am Not Him»), e o júri atribuiu ainda uma menção especial a Cui Jian por «Lanse Gutou» («Blue Sky Bones»).

Na secção Cinema XXI, o júri atribuiu o Prémio para Melhor Filme à longa-metragem «Nepal Forever», de Aliona Polunina, e o Prémio Especial do Júri para «Birmingemskij Ornament 2» («Birmingham Ornament 2») de Andrey Silvestrov e Yury Leiderman.

Nesta secção dedicada «às novas tendências cinematográficas», a competição integrava dois documentários portugueses: «O Novo Testamento de Jesus Cristo Segundo João", de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, e «A Mãe e o Mar», de Gonçalo Tocha.

O Prémio CinemaXXI de curtas-metragens foi para «Der Unfertige» («The Incomplete»), de Jan Soldat, e a Menção Especial Cinema XXI também em curtas foi para «The Buried Alive Videos», de Roee Rosen.

Outra secção, intitulada Perspetivas Doc Itália, para documentário, atribuiu o Prémio Doc It a «Dal Profondo», de Valentina Pedicini, e uma Menção Especial a «Fuoristrada», de Elisa Amoruso.

O júri desta secção foi presidido por Marco Visalberghi e ainda composto por Christian Carmosino, Gerardo Panichi, Giusi Santoro e Sabrina Varani.

Outra secção do festival elegeu a Melhor Primeira/Segunda Obra, com os prémios Câmara de Ouro para «Out of the Furnace», de Scott Cooper, e para o Melhor Produtor Emergente para Jean Denis Le Dinahete e Sébastien Msikaper, em «Il Sud è Niente».

O Prémio Melhor Filme atribuído pelo público - escolhido por um sistema eletrónico - foi para «Dallas Buyers Club», de Jean-Marc Vallée.

A oitava edição do Festival Internacional de Cinema de Roma, que encerrou no domingo, teve início a 8 de novembro, e assinalou os vinte anos da morte do realizador italiano Federico Fellini.