O ator Ashton Kutcher deverá comparecer em tribunal para depor como testemunha no julgamento do homem que é acusado de ter assassinado a sua ex-namorada Ashley Ellerin, em 2001.

Kutcher, de 36 anos, falou poucas vezes sobre este caso em público.

Na noite do crime, a 21 de fevereiro, o ator foi a casa de Ellerin, na altura com 22 anos, em Los Angeles. Depois de ter batido à porta, a jovem não deu qualquer sinal de resposta e Kutcher acabou por abandonar a residência momentos depois.

De acordo com as declarações que fez à polícia, que constam em documentos publicados esta semana pelo «National Enquirer», o ator olhou pela janela do apartamento de Ellerin e apenas viu uma mancha vermelha no chão que pensava ser vinho tinto.

Acontece que, na verdade, a mancha não era vinho, mas sangue e o corpo da jovem, sem vida, jazia no chão, fora do alcance da vista da janela.

Só no dia seguinte a vítima foi encontrada pelo colega de casa, Justin Peterson.

O suspeito do crime violento é Michael Thomas Gargiulo, que trabalhava como reparador de sistemas de ar condicionado, e que é acusado de ter esfaqueado a jovem 47 vezes.

Contudo, a ex-namorada do ator não terá sido a única vítima do suspeito, que também é acusado de ter morto Tricia Paccaccio, em 1993, Maria Bruno, em 2005, e de ter tentado matar Michelle Murphy, em 2008.

Nos documentos agora revelados, Gargiulo é descrito pelos procuradores como um «predador sexual e serial killer que gosta de matar mulher bonitas».

O testemunho de Kutcher poderá fornecer informações cruciais para as autoridades precisarem a hora do homicídio e resolverem o caso.