O documentário biográfico «E Agora? Lembra-me», de Joaquim Pinto, foi distinguido no Zinegoak, Festival Internacional de Cinema e Artes Performativas LGBT, que terminou na segunda-feira, em Bilbau, Espanha, escreve a agência Lusa.

O filme foi eleito melhor longa-metragem documental da 11ª edição do festival, com o júri a elogiá-lo como «reflexão poderosa, sensível e pessoal sobre a vida, o amor, a amizade e sobre os tempos que vivemos, contacto com uma honestidade desarmante».

No festival, de temática LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgéneros), Ana David, codiretora do festival Queer Lisboa, participou como júri.

«E Agora? Lembra-me», selecionado para o Festival de Cinema de Roterdão, a decorrer na Holanda, tem somado vários prémios internacionais, ainda antes da estreia comercial em Portugal, marcada para a primavera.

O filme, retrato íntimo e intimista do realizador, com a duração de três horas, acompanha um ano de ensaios clínicos por causa dos vírus HIV e Hepatite C, e conquistou, em 2013, três prémios no festival de cinema de Locarno (Suíça), dois no festival de cinema de Valdivia (Chile) e foi considerado o melhor documentário no Festival Internacional de Documentário de Buenos Aires e também no DocLisboa, onde arrecadou dois outros prémios.

Integrou a competição do Festival de Cinema de Turim (Itália) e foi eleito a melhor longa-metragem internacional dos Encontros Internacionais do Documentário de Montreal (Canadá).