O Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) anunciou o resultado do concurso do ano passado de apoio à produção de obras audiovisuais e multimédia, que, globalmente, atinge os 1.391.425 euros.

“Mozungo vai à guerra”, a versão minissérie do filme de João Nuno Pinto, foi a candidatura que obteve o valor mais elevado, meio milhão de euros, seguido por “Vidago Palace”, de Henrique Oliveira, da produtora Hop!, que vai receber 348.600 euros, segundo a mesma fonte.

A lista divulgada é constituída por oito títulos, entre eles “No reino secreto dos Bijagós”, uma longa-metragem de ficção do cineasta guineense Sana Na N'Hada, que vai receber 125.000 euros, e que obteve também apoio financeiro do programa Próximo Futuro, da Fundação Calouste Gulbenkian.

O documentário “SOS Animal”, de Paulo Maurício, da produtora Take & Sound, vai receber um apoio de 162.825 euros.

Outro documentário apoiado foi “As vozes do fado”, de Ruben Alves e Christophe Fonseca, da produtora Imagina, com 80.000 euros.

Numa lista em que dominam os documentários, outro título apoiado pelo ICA, em 65.000 euros, é “D. Fradique”, de Nathalie Mansoux, coprodução luso-francesa da CRIM com Les Films du Grain de Sable.

Também com 65.000 euros é apoiado o filme de ficção “O meu avô”, de João Nunes, que conta, entre outros, com o desempenho de António Rama, ator falecido em julho de 2013.

O filme rodado em Lisboa, e cujo elenco inclui ainda os atores Martim Barbeiro, António Ramos, Carmen Santos, Augusto Portela, Pedro Efe, Adriano Carvalho e Inês de Medeiros, foi estreado no ano passado, em junho, no Festival Festróia, tendo arrecadado o Prémio Mário Ventura.

Em setembro, o filme foi selecionado para a competição do Farcume – Festival de Curtas-Metragens de Faro, e recebeu o Prémio de Melhor Representação no Arouca Film Festival.

Ainda no ano passado, “O meu avô” foi selecionado para I Mostra de Curtas de Olivais, em Lisboa, e para o XV Festival de Cinema de Pamplona, em Espanha, onde se classificou 3.º lugar na secção de Ficção.

O documentário “Braima”, de Justine Lemahieu, uma produção da Ukmar Filmes, recebeu 45.000 euros, a mais baixa participação do ICA, neste concurso.