A quinta edição do Douro Film Harvest (DFH) arranca a 14 de setembro com um orçamento de cerca de 100 mil euros, apresenta 24 filmes e presta tributo ao realizador duriense João Botelho, anunciou a organização.

O DFH é organizado e produzido pela Expanding World e quer dirigir os holofotes para o Douro, que foi classificado pela UNESCO em 2001.

Manuel Vaz, presidente do festival, disse à agência Lusa que o festival arranca em Sabrosa no dia 14 com a apresentação do filme «Mondovino», seguido de uma tertúlia com o realizador norte-americano Jonathan Nossiter.

No mesmo dia, o DFH associa-se ao Festival das Aldeias Vinhateiras, em Provesende, com a peça de teatro «O pecado da gula», que é interpretada por Marcantonio Del Carlo.

Na abertura do festival, será ainda prestado tributo ao realizador duriense João Botelho, que por algumas vezes usou o Douro como palco ou se inspirou neste território para os seus trabalhos.

Em Sabrosa, será apresentado o documentário «A terra antes do céu» do realizador dedicado a Miguel Torga, escritor que nasceu neste concelho.

Entre os seus trabalhos mais conhecidos destaca-se ainda o «Um Adeus Português», primeiro filme português a explorar o tema da Guerra Colonial, ou a sátira ao exercício do poder, «A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos».

Este festival de cinema procura aliar a melhor seleção de filmes às melhores colheitas de vinhos produzidos na mais antiga região demarcada do mundo.

Os filmes a concurso vão dividir-se em três secções, nomeadamente «Wine Films», «Food Films» e «Curtas da Casa».

Fora de competição existem as rubricas «A Nossa Colheita» e «Fora da Carta». Em «A Nossa Colheita» será apresentada a curta-metragem «Mau Vinho», a primeira realizada por Marcantonio del Carlo e produzida pelo DFH em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O DFH apresenta 24 produções, todos estreias nacionais, algumas europeias e uma mundial.

Manuel Vaz referiu que o orçamento ainda está a ser preparado, mas que deverá rondar os 100 mil euros de financiamento direto. O responsável referiu que o festival sobrevive sem apoios estatais, por parte da cultura ou do turismo e que a organização conta com o apoio de patrocinadores.

O DFH termina no dia 21, no Porto.