O Presidente da República, Cavaco Silva, foi a casa de Manoel de Oliveira, esta quinta-feira, para lhe dar pessoalmente os parabéns pelo 105º aniversário, considerando que o cineasta «é um exemplo para todos os portugueses».

Durante a jornada dedicada ao empreendedorismo social, que decorreu todo o dia no Porto, Cavaco Silva incluiu na sua agenda uma visita a casa de Manoel de Oliveira, no dia seguinte ao seu aniversário, para lhe dar os parabéns pelos seus 105 anos de idade.

«Manoel de Oliveira é um exemplo para todos os portugueses. Não apenas porque é o nosso maior cineasta, reconhecido internacionalmente mas também porque é um homem de grande dedicação ao trabalho e à arte, e muito tem contribuído para a projeção da cultura portuguesa», disse.

Lado a lado com Manoel de Oliveira junto à saída de casa do cineasta, o Presidente da República revelou que um dos temas da conversa foi o filme que realizador centenário ainda quer fazer.

«Disse-me que as coisas estão bem encaminhadas. Espero que sejam resolvidas a seu gosto», disse o chefe de Estado.

Manoel de Oliveira agradeceu o gesto de Cavaco Silva: «É um conforto, para mim, as suas palavras, até porque é um empurrão grande à realização desse meu próximo filme. Muito obrigado».

Cavaco Silva recordou ainda que «o Presidente da República, nos termos da Constituição, representa a República, portanto representa o povo português».

«E por isso eu tenho a certeza que estou também a falar em nome, em geral, do povo português», garantiu.

Na conversa entre Manoel de Oliveira e Cavaco Silva, o cineasta revelou ainda ao chefe de Estado, de acordo com aquilo que foi adiantado à agência Lusa, que quando soube que o iria visitar disse: «Eu não posso acreditar que o Presidente da República vem a minha casa».

Quarta-feira, no dia do seu 105º aniversário, o realizador disse ainda não haver financiamento garantido para o novo filme, «O Velho do Restelo», mas acrescentou que tal parece estar bem encaminhado.

Em declarações aos jornalistas depois da inauguração da exposição «Manoel de Oliveira - 105 Revistas» no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, o cineasta disse que «ainda não há dinheiro, mas parece que a coisa está em bom caminho».