O encenador e antigo diretor artístico do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI) Eduardo Freitas morreu no passado sábado, aos 70 anos, anunciou esta segunda-feira a organização daquele evento.

Numa nota enviada à imprensa, o FITEI referiu que o funeral do também ex-diretor artístico do Teatro Experimental do Porto (TEP) vai realizar-se na terça-feira, no Crematório de Sendim, em Matosinhos, às 16:30.

Natural do Porto, Eduardo Freitas escreveu a sua primeira peça de teatro com 16 anos, intitulada “Dia Invulgar”, que veio a encenar, segundo a biografia disponibilizada pelo FITEI, estrutura da qual continuava a fazer parte.

Levou a cena “A Traição do Padre Martinho”, de Bernardo Santareno, depois de convidado pelos Plebeus Avintenses, uma peça que se manteve em cena “cerca de cinco anos”, período durante o qual Eduardo Freitas encenou, com a mesma companhia, “A Ilha do Rei Sono”, de Norberto Ávila, e “RTX 78-24”, de António Gedeão.

Com o TEP encenou “Ubu”, de Alfred Jarry, e “O Fio”, de Prista Monteiro, trabalhando ainda com o Grupo Mérito Dramático Avintense, a Associação Ilha Mágica, com o Grupo “Cruzamentos”, entre muitos outros.

“Em fevereiro do ano passado apresentou ‘A Noite’, de José Saramago, nos Plebeus. Terá sido a sua última encenação, já que nessa data assumiu o cargo de diretor artístico do FITEI que assegurou até ao fim do festival de 2014”, acrescentou o FITEI.