Maria João Seixas, que mantinha a direção da Cinemateca Portuguesa em regime de substituição desde o passado mês de janeiro, disse à agência Lusa que não se candidatou ao concurso público para o cargo, aberto no passado mês de outubro.

A jornalista, de 68 anos, não quis adiantar à Lusa, as razões que a levaram a não concorrer, mas disse que todos os responsáveis sabiam que haveria abertura de concursos.

Maria João Seixas foi convidada para diretora da Cinemateca Portuguesa no final de 2009, pela então ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e terminou o mandato no passado mês de janeiro, ficando, desde o início deste ano à frente da instituição, em «regime de substituição».

Maria João Seixas tinha tomado posse, como diretora da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, em janeiro de 2010.

Esta terça-feira, ficou a saber-se, através de uma nota divulgada pela secretaria de Estado da Cultura, que José Pedro Ribeiro pediu a demissão do cargo de presidente do Instituto de Cinema e Audiovisual (ICA), no qual foi substituído por Filomena Serras Pereira, até agora assessora do Conselho Diretivo do ICA.

Na mesma nota, o gabinete do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, recordava que «está a decorrer o procedimento público concursal para provimento do cargo», no âmbito dos concursos públicos para cargos dirigentes.

O Governo abriu um concurso público para os lugares de direção da Cinemateca, do ICA e da Direção-Geral das Artes (DGArtes), nos dias 24 e 25 de outubro, estando prevista para breve a abertura de concursos para os mesmos cargos na Direção-Geral do Património Cultural, Biblioteca Nacional, Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais e Inspeção-Geral das Atividades Culturais.

Para os lugares de direção da Cinemateca, ICA e DGArtes, o prazo do concurso terminou nos dias 6 e 7 de novembro, de acordo com os dados do anúncio da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, publicados em outubro.