O realizador Manoel de Oliveira vai oferecer a Serralves o seu filme sobre os Painéis de S. Vicente de Fora, o qual não tem ainda data marcada para a sua rodagem ou finalização, disse à Lusa fonte da Fundação.

A realização do filme insere-se nas comemorações dos 20 anos da Fundação de Serralves, que se celebram este ano.

«Será realizado conforme a disponibilidade do mestre, é uma questão que está sob o seu critério exclusivo, não há qualquer compromisso quanto a datas», disse a mesma fonte.

Este filme «constitui uma reflexão pessoal de Manuel de Oliveira» sobre os painéis de S. Vicente, uma das obras-primas da pintura portuguesa e europeia do séc. XVI.

O Políptico deve o seu nome ao facto de terem sido encontrados no Paço Patriarcal de S. Vicente.

É composto por seis painéis, pintados sobre tábua, sendo dois de maiores dimensões e quatro com cerca de metade da largura daqueles.

Atribuído a Nuno Gonçalves, pintor do rei D. Afonso V, é considerado «um dos mais notáveis retratos colectivos da pintura europeia, neles figurando sessenta personagens em trajes da época».

A exposição já atraiu inúmeros visitantes

A exposição que o Museu de Serralves apresentou sobre Manoel de Oliveira entre Julho e Novembro de 2008, ocupa agora cerca de 900m2 na prestigiada Academia das Artes de Berlim e já atraiu mais de 1500 visitantes nos primeiros dias.

A sua inauguração constituiu um dos pontos altos do programa da viagem do Presidente da República à Alemanha.

Esta exposição constitui uma retrospectiva de excertos de cerca de 50 filmes de Manoel de Oliveira (que tinha recentemente sido galardoado com o prémio especial do Festival de Cinema de Berlim) e a exibição integral de «Douro, Faina Fluvial».

A mostra, que estará até 29 de Março em Berlim, é acompanhada de um livro em língua alemã, sobre a obra de Manoel de Oliveira, da responsabilidade de João Fernandes, director do Museu de Serralves.

Esta exposição segue depois para Vilnius, capital da Lituânia, onde será apresentada no âmbito do programa da Capital Europeia da Cultura 2009.