Os realizadores Edgar Pêra e António-Pedro Vasconcelos irão receber 1,2 milhões de euros do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), no âmbito de um dos concursos de 2014, de apoio a longas-metragens de ficção.

De acordo com os resultados publicados pelo ICA, Edgar Pêra receberá 600.000 euros para o filme "Caminhos Magnéticos", produzido pela Bando À Parte, e António-Pedro Vasconcelos contará com verba semelhante para a longa-metragem que tem ainda o título provisório «Morrer por amor», pela MGN Filmes.

A este segundo concurso de apoio a longas de ficção, de 2014, foram admitidos 12 projetos, de realizadores como Joaquim Pinto, Vicente Alves do Ó, António da Cunha Telles, Margarida Gil, Fernando Vendrell e Tiago Guedes.

Edgar Pêra explicou à agência Lusa que «Caminhos magnéticos», que só será rodado em 2016, é um regresso à obra do escritor Branquinho da Fonseca. O filme é inspirado em dois dos contos do livro homónimo do autor.

«Numa viagem entre o presente apocalíptico e um passado de alegria e entusiasmo colectivo», o filme narra a história de «um estrangeiro que vive numa Lisboa afetada por uma guerra civil», lê-se na sinopse.

O argumento deste filme, «pós-apocalíptico» e complexo, é de Edgar Pêra e a direção de fotografia é de Luís Branquinho, neto de Branquinho da Fonseca, que já tinha participado também em «O Barão».

Antes de fazer «Caminhos Magnéticos», Edgar Pêra terminou recentemente o filme 3D «A caverna» e está a montar outros dois filmes 3D, sobre o carnaval de Torres Vedras: uma curta-metragem para a autarquia da cidade e a longa-metragem "burlesca trans-realista" «Adeus carne».

Depois de «Os gatos não têm vertigens», um dos filmes portugueses mais vistos de 2014, e que conquistou nove prémios Sophia, António-Pedro Vasconcelos iniciará em maio uma nova longa-metragem, contou à agência Lusa.

Atualmente em fase de escolha do elenco, o filme tem ainda o título provisório de «Morrer por amor», tendo o realizador adiantado apenas que o argumento é de Tiago Santos, colaborador dos seus filmes mais recentes, escreve a Lusa.