Portugal é o país convidado e em destaque na secção Focus Europa da edição 2013 do Festival de Cinema de Sevilha, que decorre nesta cidade espanhola entre os dias 8 e 16 de novembro, escreve a agência Lusa.

Um destaque que, segundo os organizadores, reconhece o «histórico filão criativo» de Portugal, que, nos últimos anos, tem ao nível do cinema «vivido uma destacada eclosão de talento», a somar-se a nomes históricos como Manoel de Oliveira, César Monteiro e António Reis.

Depois de no ano passado já ter dedicado especial atenção a Portugal, o certame andaluz procurará este ano virar-se para a atualidade, tendo programado mais de 20 obras que a organização considera «do mais representativo do cinema luso atual».

Um «novo universo criativo» que nasceu, consideram, graças ao trabalho de produtoras como O Som e a Fúria, de produtores como Rodrigo Areias (que é convidado do certame) e de diretores como Miguel Gomes, João Pedro Rodrigues, João Rui Guerra da Mata, Gonçalo Tocha, Sandro Aguilar, João Canijo, João Nicolau, Rita Azevedo Gomes ou Salomé Lambas.

«Novas vozes dentro do cinema português que, aproveitando a redução de custos associada ao cinema digital, se propõem exprimir todas as suas possibilidades criativas e, nesse processo, recuperado certos vínculos perdidos com a riqueza das suas tradições culturais nacionais», explicam os promotores.

Um processo, destaca o certame de Sevilha, que se tem cimentado a nível internacional graças, em grande parte, ao trabalho de vários dos principais certames portugueses como o IndieLisboa, DocLisboa, FantasPorto, DocsKingdom o Curtas de Vila do Conde.

Os organizadores do encontro de Sevilha destacam que Portugal é, a par da Grécia (destacada na Secção Focus Europa em 2012), «um dos territórios mais danificados pela atual crise económica», que se nota também no setor do cinema.

Apesar das dificuldades do setor, tem-se visto nos últimos anos, considera Sevilha, um renovar de projetos que demonstram que Portugal «vive uma verdadeira explosão criativa».

Os filmes que serão apresentados em Sevilha incluem «Lacrau», de João Vladimiro (2013), «E Agora? Lembra-me», de Joaquim Pinto (2013), «O Corpo de Afonso», de João Pedro Rodrigues (2012), «O Que Arde Cura», de João Rui Guerra da Mata (2012), e «Mahjong», de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (2013).



Serão ainda apresentados «A Vingança de Uma Mulher», de Rita Azevedo Gomes (2011), «A Terra de Ninguém», de Salomé Lamas (2012), e «A Zona», de Sandro Aguilar (2008).

O calendário inclui «A Espada e a Rosa», de João Nicolau (2010), «Centro Histórico», de Pedro Costa e Manoel de Oliveira (2012), «3x3D», de Edgar Pera, Peter Greenaway, Jean-Luc Godard e Rodrigo Areias (2013).

«O fantasma de Novais», de Margarida Gil (2012), «Torres e Cometas», de Gonçalo Tocha, e «Sangue do Meu Sangue», de João Canijo (2011), estão também programados.

O certame incluirá ainda uma sessão de curtas com «Rafa» (João Salaviza, 2012), «Gambozinos» (João Nicolau, 2013), «Redemption» (Miguel Gomes, 2013), e «Baby Back Costa Rica» (Gabriel Abrantes).