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IndieLisboa`12 apresenta-se «sem crise para ninguém»

IndieLisboa`12 apresenta-se «sem crise para ninguém»

9º Festival Internacional de Cinema Independente decorre de 26 de Abril a 6 de Maio


Pedro Calhau  /   2012-03-27

O IndieLisboa`12 teve nesta terça-feira a apresentação oficial com a divulgação do programa da sua 9ª edição. O Festival Internacional de Cinema Independente vai decorrer entre os dias 26 de Abril e 6 de Maio e «este ano não há crise para ninguém».

Foi este mote dado no Palácio Galveias, em Lisboa, por um dos três organizadores, Rui Pereira, que lançou oficialmente o Indie explicando que este ano «o festival será mais equilibrado a nível orçamental» entre dinheiro e apoios. E, com este tiro de partida, Miguel Valverde confia que, «se tudo correr bem, será a melhor edição de sempre do IndieLisboa».

Com um orçamento de quase 1,2 milhões de euros (cerca de um terço de investimento financeiro e o restante em bens e serviços), o IndieLisbos`12 apresentará 233 filmes (divididos entre 82 longas-metragens e 151 curtas) - os filmes recebidos para seleção foram 3.880, o que constitui mais um recorde pessoal.

Nesta programação haverá 33 estreias mundiais, 19 internacionais e 12 europeias, o que, para Miguel Valverde, mostra que se tem olhado para o festival «como uma porta de entrada para a Europa». Os 38 filmes portugueses presentes (24 em competição) serão seis longas-metragens e 32 curtas. «Rafa», que deu a João Salaviza o Urso de Ouro em Berlim, estará presente fora de competição.

Com «muitos filmes inéditos em sala», a nível mundial, «em todas as seções, como explicou Nuno Sena, o Indie deste ano bate mais recordes, quer na totalidade de filmes em competição, quer especificamente na competição nacional de curtas-metragens. E o diretor do certame assegura que «alguns dos filmes mais importantes do ano estão nesta programação».

«Conseguimos ter na programação uma fotografia instantânea da realidade do cinema mundial», disse Nuno Sena em relação a um «cinema aberto, não formatado» e relacionado com a história do cinema e a realidade atual.

O filme de abertura do Indie no dia 26 será «Dark Horse», de Todd Solonz e o festival terá «Le Skylab», de Julie Delpy na sessão de encerramento. Pelo meio, entre muitas primeiras obras e filmes nunca estreados em Portugal, vai também passar o cinema de Abel Ferrara, Werner Herzog, João Canijo, Joâo Mário Grilo, Derek Jarman, Rainer Werner Fassbinder, ou Júlio Bressane, por exemplo.

Neste ano, porém, foi tomada a «decisão mais difícil» de «suprimir» a seção Herói Independente. A ausência da seção habitualmente dedicada à retrospetiva será colmatada pelo Foco Cinema Emergente - dedicado ao projeto suíço «Band à Part» - e pelas sessões especiais - onde se inclui uma seção de curtas Novíssimos para os mais recentes trabalhos. Por outro lado, os 50 anos da Viennale serão assinalados em cinco filmes no Foco Sessões Especiais.

Entre as competições Internacional e Nacional e as seções já mencionadas, o Indie volta a apresentar as seções Observatório, Cinema Emergente, Pulsar do Mundo, Indiejúnior, Indie Music e Director`s Cut. O júri da competição de longas-metragens será composto por Lionel Baier, João Canijo e Agnès Wildenstein. Nas curtas-metragens, o júri será composto por Maria João Madeira, Paolo Moretti e Gabriel Spahiu.

Entre as atividade paralelas, o Indie continuará a promover as Lisbon Talks e a acontecer Indie by Night, neste ano com predominância no Cais do Sodré. O IndieLisboa`12 decorrerá na Culturgest, no Cinema São Jorge e Cinema Londres. Os bilhetes custam 4 euros (3,5 euros para menores de 12 anos e maiores de 65) havendo bilhetes para famílias de 4 pessoas para o IndiJúnior que custam 13,60 euros. As cadernetas de 10 ingressos custam 30 euros e as de 20 custam 55 euros.


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