Os programas de apoio financeiro ao cinema e audiovisual para 2015 contarão com 17,1 milhões de euros, um aumento de 2,5 milhões de euros em relação a 2014, revelou a secretaria de Estado da Cultura.

O calendário dos programas, publicado esta segunda-feira, esquematiza os concursos de apoio ao setor e apresenta os respetivos montantes disponíveis, havendo alterações em relação ao plano de 2014, nomeadamente nos valores distribuídos a cada projeto candidato.

A tutela recorda que «o montante médio de abertura dos concursos na última década tem rondado os 10 milhões de euros», pelo que a afetação de 17,1 milhões de euros para 2015 representa «o montante de abertura de concursos mais elevado de sempre».

No caso do programa de apoio a novos talentos e produção de primeiras obras de ficção, o montante disponibilizado passa de um milhão de euros (2014) para 2,5 milhões de euros (2015), mas cada projeto escolhido terá um máximo de apoio entre os 250.000 e os 500.000 euros.

O programa que disponibiliza maior verba é o do Apoio ao Cinema, que passa de 9,2 milhões de euros (2014) para 10,9 milhões de euros (2015), a distribuir por subprogramas de apoio à escrita de argumentos, produção de longas-metragens e curtas de ficção, documentários, exibição ou distribuição de filmes.

O programa de Apoio ao Audiovisual e Multimédia contará com 3,4 milhões de euros, quando em 2014 estavam disponíveis 2,9 milhões de euros.

O aumento de cerca de 500.000 euros neste programa sentir-se-á no apoio à produção de séries e programas de ficção, documentário, animação e telefilmes.

Os protocolos luso-brasileiro e luso-francês, de co-produção, ainda não têm data de abertura e totalizam cerca de 600 mil euros.

Além da publicação do calendário, o ICA divulgou ainda a lista dos júris que vão decidir que agentes do setor receberão apoio financeiro.

A escolha desta lista de júris causou polémica no final do ano passado, por discordância entre os membros da Secção Especializada de Cinema e Audiovisual (SECA) do Conselho Nacional de Cultura, a entidade que aprova os nomes.

Várias estruturas do setor, representadas na SECA, chegaram a pedir a demissão alegando falta de transparência na escolha.

A lista de jurados, que segundo a lei devem ser «personalidades com reconhecido currículo, capacidade, idoneidade e com manifesto mérito cultural», apresenta nomes como Dario Oliveira, Carlos Fragateiro, Mário Augusto, Luís Salvado, José Fragoso, Rafael Antunes, Maria João Martins e Joaquim Leitão.