O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou hoje o Governo de praticar «um crime contra a economia» nacional com a intenção de privatizar os Correios de Portugal (CTT), uma empresa que «até dá lucro».

«Não podem dizer que os CTT dão prejuízo. É que esta [empresa] até dá lucro. Então, porque é que a vão vender», questionou o líder da CGTP, frisando: «Ora, aqui está mais um crime contra a economia e contra o serviço público».

O Estado devia sim, contrapôs, «ficar com uma empresa lucrativa», continuando «a prestar um serviço público de qualidade e, simultaneamente, a tirar os dividendos da riqueza que a empresa cria para fazer novos investimentos no desenvolvimento económico e social do país».

Arménio Carlos falava aos jornalistas em Évora, durante uma concentração, ao final da tarde, na Praça do Giraldo, contra a privatização dos CTT, que juntou trabalhadores, sindicalistas e delegados sindicais.

O protesto, no qual também participou o secretário-geral da UGT, contou ainda com a presença de representantes sindicais de serviços postais de vários países europeus, que estão em Évora, até sexta-feira, numa conferência sobre o setor.

Em declarações aos jornalistas, o líder da CGTP criticou o processo de privatização dos CTT, o qual, frisou, ataca «direitos dos trabalhadores» e «diminui a prestação deste serviço importantíssimo» para a população, além de que põe «em causa a própria economia» do país.