O presidente do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, defensor da independência da região na sequência do referendo de domingo, apelou este sábado a uma mediação para o conflito político e institucional com o governo central de Madrid.

Puigdement, que insistiu em avançar com o referendo apesar das sucessivas decisões contra da justiça espanhola, defendeu uma mediação para o conflito, mas sem indicar qualquer instituição.

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O governo espanhol e o Tribunal Constitucional do país consideraram ilegal a realização da consulta popular nos termos propostos pelo governo catalão, uma vez que a Lei Fundamental espanhola apenas permite referendos abertos à participação de todos os espanhóis.

Entretanto, este sábado Madrid anunciou que a polícia recebeu ordens para retirar todas as pessoas que, este domingo, estejam nos designados colégios eleitorais. As multas podem chegar aos 300 mil euros para quem estiver nas mesas de voto.

Cerca de 1.300 escolas das mais de 2.000 da Catalunha já foram fechadas pelos "Mossos d'Esquadra". Mas há cerca de 160 que estão ocupadas por associações de pais, alunos e professores, que têm promovido atividades extracurriculares de modo a garantir que estes locais possam abrir portas amanhã.

Sexta-feira foi o último dia de campanha pelo 'sim' à independência. O presidente do governo regional apelou ao voto dos catalães e garantiu que o referendo vai realizar-se, apesar da oposição de Madrid.

Já este sábado, em várias cidades espanholas – incluindo na capital da Catalunha, Barcelona – realizaram-se manifestações de apoio ao “não” no referendo, isto é, de apoio a uma Espanha unida.