As principais imobiliárias espanholas cotadas em bolsa fecharam 2008 com perdas conjuntas de 6.000 milhões de euros, devido às quedas nas vendas e nos preços e à depreciação dos activos das empresas, noticia a Lusa.

O dado é bastante aquém do obtido pelas mesmas empresas em 2007 quando registaram lucros de 1.450 milhões de euros, ano em que já se começou a sentir o fim do boom imobiliário espanhol.

Preços no mercado espanhol estão sobrevalorizados

Dado o forte ajuste no mercado - onde os preços estão sobrevalorizados - as imobiliárias foram obrigadas a fazer provisões de centenas de milhões de euros tendo, ao mesmo tempo, que renegociar dívidas avultadas num período de restrição do crédito.

Em alguns casos as empresas conseguiram adiar pagos de pagamento das dívidas, mas noutras a solução obrigou a que os próprios bancos credores tomassem participações nas empresas, como ocorreu com a Colonial e a Matrovacesa.

Entre as que conseguiram evitar a situação está a Martinsa-Fadesa que optou por um concurso de credores e que até Setembro já tinha perdido 2.250 milhões de euros (os resultados do ano ainda não são conhecidos).

Paralisação das vendas

A depreciação dos imóveis é a causa comum que afecta todas as imobiliárias, afectadas também pela paralisação das vendas, o que levou a uma queda de receitas de 2,6 por cento.

Coube à Colonial o recorde de maiores perdas liquidas no ano passado (3.980 milhões de euros) e às empresas Testa e Sotogrande o papel de ser as únicas com lucros, respectivamente de 47,5 e de 1,8 milhões de euros.