O ministro da Economia não acredita que a aplicação de sanções a Portugal por défice excessivo em 2015 tenha impacto económico sério no país. Caldeira Cabral defende, ao mesmo tempo, que todo este processo "não fica bem às instituições comunitárias".

"Não acredito que as sanções vão ter um impacto económico sério, não acredito", afirmou Manuel Caldeira Cabral aos jornalistas, à margem da sua audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

"Vamos ver se sequer há sanções ou se há bom senso"

O governante acrescentou, ainda, citado pela Lusa, que este "é um processo que está a avaliar o que foi o comportamento do anterior governo, é um processo que não fica bem às instituições comunitárias" que "não dignifica, não contribui para a construção europeia", ainda para mais num momento em que enfrenta outros problemas.

"A verdade é que o anterior governo impôs ao país muitos sacrifícios, ninguém concordará que foram sacrifícios a menos. O governo anterior, que agora está a ser avaliado negativamente pelos resultados, seguiu a receita europeia de forma acrítica e não obteve resultados tão bons. Se calhar devemos questionar se a receita europeia não era errada"

O ministro destacou ainda um estudo da Ernst & Young (EY), que aponta que as intenções de investimento em Portugal vão aumentar no próximo ano.