Humidade na eira: Os Professores na rua por razões salariais e de carreira são um sinal: o período pós-Troika ainda não é uma nova fase… é só o continuado arrastamento da saída da antiga. E o “sucesso” macroeconómico dos últimos tempos é cobrado a nível micro: as pessoas querem parte dos ganhos, e uma compensação pelos sacrifícios. Será que a governação aguenta-aguenta?

Seca no nabal: A prolongada ausência de chuva, já afeta cada vez mais sítios e sectores… desde a colheita de míscaros no norte passando pelos aos custos municipais com transporte de água para as populações, até à necessidade de aumentar a dependências centrais termo-elétricas a sul. Isto é bom para os turistas: dias de sol são bons para as selfies e que se lixe o resto… mas o resto é quem continua por cá a levar o país às costas.

Aspereza no planalto: Enquanto isso, uma ventania sente-se lá das terras de Angola, de onde chegam notícias cada vez mais consistentes sobre uma enorme recomposição de cargos dirigentes. Sim, já se sabia que no topo é ventoso… mas isto é um furacão muito localizado que está a arrancar pela raiz representantes do poder instalado há quase quarenta anos.

Afinal tudo tem letras miudinhas. Escritas na areia. Esta estava a ficar tão seca que parecia já consistente e sólida. Mas depois com a mudança de maré vem uma onda e desfaz tudo.

 

 

Ficha técnica:

O Barómetro de Notícias é desenvolvido pelo Laboratório de Ciências de Comunicação do ISCTE-IUL como produto do Projeto Jornalismo e Sociedade e em associação com o Observatório Europeu de Jornalismo. É coordenado por Gustavo Cardoso, Décio Telo, Miguel Crespo e Ana Pinto Martinho. A codificação das notícias é realizada por Rute Oliveira, João Lotra e Sofia Barrocas. Apoios: IPPS-IUL, Jornalismo@ISCTE-IUL, e-TELENEWS MediaMonitor / Marktest 2015, fundações Gulbenkian, FLAD e EDP, Mestrado Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, LUSA e OberCom.

Análise de conteúdo realizada a partir de uma amostra semanal de aproximadamente 411 notícias destacadas diariamente em 17 órgãos de comunicação social generalistas. São analisadas as 4 notícias mais destacadas nas primeiras páginas da Imprensa (CM, PÚBLICO, JN e DN), as 3 primeiras notícias nos noticiários da TSF, RR e Antena 1 das 8 horas, as 4 primeiras notícias nos jornais das 20 horas nas estações de TV generalistas (RTP1, SIC, TVI e CMTV) e as 3 notícias mais destacadas nas páginas online de 6 órgãos de comunicação social generalistas selecionados com base nas audiências de Internet e diversidade editorial (amostra revista anualmente). Em 2016 fazem parte da amostra as páginas de Internet do PÚBLICO, Expresso, Observador, TVI24, SIC Notícias e JN.