O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou este domingo que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, «não aprendeu com o falhanço da sua política», sendo incapaz de responder à necessidade de mudança no país.

«O primeiro-ministro o que revela é que não aprendeu com o falhanço da sua política e não é, por isso, capaz de responder à necessidade de mudança», disse António Costa numa das iniciativas da visita que efetua este domingo à Madeira, no primeiro dia da campanha oficial das legislativas regionais antecipadas de 29 de março, em apoio à coligação Mudança, encabeçada pelo PS e apoiada pelo PTP, pelo MPT e pelo PAN.

«Nós temos de travar este falhanço, de travar este fracasso e fazer a mudança e essa alternativa.»


O responsável considerou que, nas suas declarações de sábado, Pedro Passos Coelho mostrou não ter compreendido que «o caminho para a consolidação das finanças públicas não é o aumento da pobreza, não é o aumento do desemprego, não é o aumento da emigração».

O líder do PSD desafiou no sábado o PS a explicar como pretende criar novas prestações sociais sem aumentar a despesa pública.

«A nossa principal tarefa é dizer aos portugueses que, se conseguimos suportar os custos da mudança, não é hora de voltar às mesmas discussões e problemas», afirmou, enquanto presidente da Comissão Política Nacional social-democrata, num congresso de autarcas em Aveiro.

«Não temos nada que nos envergonhe no passado», declarou, referindo que o Governo «fez o que se exigia, fechando um ciclo de emergência nacional e o memorando da ‘troika’, restituindo ao país a capacidade para escolher» o futuro.

O secretário-geral do PS sustentou ser necessário «mudar a política», reafirmando que uma das prioridades deve ser a erradicação do emprego infantil e juvenil, apostando, entre outras, em políticas centradas nos jovens licenciados para modernizar as empresas e aumentar a produtividade, sobretudo no setor exportador.

António Costa defendeu também que «a reanimação de setores económicos capazes de absorver muita mão-de-obra - como a restauração, com a redução do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado], ou a construção, por via de um grande programa de reabilitação urbana – são prioridades» para haver mais emprego, diminuir a pobreza e conseguir uma economia e finanças públicas mais sãs.

Comentando a informação (inclusive da candidatura regional do PSD) de que Pedro Passos Coelho não vai à Madeira para apoiar a candidatura dos sociais-democratas, António Costa afirmou que «cada um sabe quais os apoios que merece ter e é natural que as pessoas compreendam que a necessidade de mudança que se sente na Madeira é uma necessidade de mudança que se sente em todo no país».