A Amnistia Internacional (AI) informou esta sexta-feira dispor de provas «contundentes» sobre espancamentos, sequestros e outras formas de tortura praticadas contra ativistas, manifestantes e jornalistas nos últimos três meses no leste da Ucrânia.

Num documento intitulado «Sequestros e Tortura no leste da Ucrânia», a organização detalha os resultados das suas investigações efetuadas durante uma «viagem recente a Kiev e ao sudeste do país».

Em comunicado, emitido esta sexta-feira, a AI indica que no relatório se relatam as denúncias de sequestros e torturas cometidas por «grupos separatistas armados» e por «forças partidárias de Kiev».

Entretanto, o Presidente ucraniano, Petro Porochenko, mostrou-se pronto para «um cessar-fogo bilateral» no leste do país, desde que assegurado o controlo da fronteira com a Rússia, durante uma conversa telefónica com a chanceler alemã, Angela Merkel.

«O Presidente garantiu estar pronto para um cessar-fogo bilateral. Ele sublinhou, ao mesmo tempo, a necessidade de assegurar o controlo da fronteira, a fim de impedir a transferência de armas e de combatentes a partir da Rússia, bem como a libertação de todos os reféns e o lançamento de negociações», indica um comunicado da presidência ucraniana publicado a propósito da conversa telefónica, que teve lugar na noite de quinta-feira.

Segundo Kiev, Angela Merkel destacou, por seu lado, que representantes de uma missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), no leste da Ucrânia, não tiveram acesso aos postos fronteiriços por causa dos combates.