A edição online do jornal espanhol «El País» destaca, esta quinta-feira, num artigo sobre erotismo, que o imaginário de fantasias sexuais é quase infinito. A jornalista Rita Abundancia defende que há cinco experiências que merecem ser vividas «enquanto ainda dispomos de um corpo de carne e osso».

1- Formar um trio - Um «ménage à trois» é uma das fantasias sexuais mais comuns para homens e mulheres. Qualquer mente minimamente inquieta e ansiosa por experimentar coisas novas, pode facilmente questionar-se sobre como é o sexo com a introdução de uma terceira personagem. Existem inúmeros artigos que avisam de regras a estabelecer aquando de um «ménage à trois». A jornalista espanhola diz-se apenas a favor de duas regras básicas: sexo seguro, preservativos e evitar fazê-lo com alguém com quem se tenha determinados laços emocionais.

2 - Experimentar com alguém do mesmo sexo - No sexo, como em todos os aspetos da vida, pode viajar-se em classe turística, visando principalmente a segurança, o conforto e a ausência de problemas, ou então fazê-lo na forma de viajantes aventureiros, onde a incerteza, o desconforto e as contingências da viagem estão na ordem do dia, assim como as experiências mais animadas e menos artificiais. Os que escolhem o segundo caminho vão chegar mais cansados, mas também têm uma vista melhor, depois de chegarem ao topo. Se entendermos a sexualidade como uma viagem e não como uma excursão organizada, há a probabilidade de nos perguntamos, em algum momento da vida, o que há atrás do muro da heterossexualidade. Há anos, Rita Abundancia escreveu um artigo sobre o amor entre mulheres e diz que, algumas que já tinham sido heterossexuais, lhe contaram que tiveram o primeiro orgasmo com sexo lésbico.

3- Fazer sexo com alguém que não saiba uma palavra da nossa língua - Durante anos ouvimos o mantra de que a comunicação é a base de um bom relacionamento, mas nem todos concordam com isso. A psicóloga norte-americana Sue Johnson, especializada em terapia focada nas emoções, argumenta que a base para uma boa harmonia entre o casal passa por estabelecer uma relação segura e fortalecer os vínculos emocionais. As emoções podem ser expressas em palavras, mas o que se diz não é tão importante como o modo como se diz. Da mesma forma que aos bebés não dizemos apenas que gostamos deles, mas é mais importante abraçá-los, tocá-los, brincar com eles e mostrar-lhes o nosso carinho, ou seja, mais ações do que palavras. E o mesmo ocorre com os adultos.

4- Praticar sexo tântrico - Há centenas de anos, a doutrina tântrica desenvolveu-se para adquirir um nível superior de consciência e, para tal, fazer uso do sexo, porque acreditavam que a sexualidade é a maior fonte de energia disponível para os seres humanos. Hoje, a palavra tantra leva automaticamente à ideia de uma série de práticas sexuais para retardar a ejaculação e aumentar o orgasmo. «É o que é chamado Neotantra. Uma vista parcial desta filosofia que visa melhorar as relações sexuais, apesar de os seus efeitos atingirem todas as áreas da vida», diz Munindra, mestre tântrico que ensina na escola que tem em Espanha, a Tantraway.

5- Ter uma aventura - Antes de mais nada, a jornalista Rita Abundancia esclarece que a ideia que tem de amante corresponde ao de uma pessoa que se vê quase exclusivamente para fazer sexo; não é preciso ter um companheiro e uma família para se ter um amante, pode-se perfeitamente ter um amante sendo solteira. O interessante nesta fantasia é o facto de se relacionar com alguém com um objetivo estritamente sexual, sem fins emocionais e com o único objetivo de cultivar a luxúria. Um parceiro sexual sem compromisso com quem explorar as diferentes facetas da sexualidade é um entretenimento perfeito para crescer nesta área e proporcionar uma sensação de aventura, graças aos encontros em lugares pouco comuns, ao experimentar de novas posições, às visitas-surpresa de madrugada e outros imprevistos que surgem da parte de ambos.