É a fotografia do momento. Um jovem britânico decidiu posar, sorridente, ao lado do sequestrador do avião da EgyptAir que esta terça-feira foi desviado para o Chipre. Em pleno sequestro, e mesmo com o homem a alegar que tinha um cinto de explosivos – que depois se constatou ser falso - Ben Innes decidiu registar o momento para a posteridade.

O jovem, de 26 anos, residente em Aberdeen, admitiu ao "The Sun" que não sabe muito bem porque pediu ao sequestrador para posar consigo para uma fotografia. Innes queria ver de perto o alegado cinto de explosivos e pensou que se a bomba fosse verdadeira então não teria nada a perder.

“Não tenho bem a certeza porque o fiz. Tentei ficar animado numa situação de adversidade. Pensei que se a bomba fosse real não tinha nada a perder, de qualquer forma. Por isso, aproveitei a oportunidade de a ver mais de perto.”

 

O britânico, que trabalha em auditoria na área da saúde e segurança, foi uma das últimas sete pessoas (três passageiros e quatro membros da tripulação) a abandonarem o avião. Contou que se dirigiu ao pirata do ar cerca de meia hora depois de o Airbus 320 ter aterrado em Larnaca, no Chipre. Depois, ainda no aparelho, enviou a imagem para os amigos britânicos e disse-lhes para verem as notícias.

"Meia hora depois de termos aterrado em Larnaca perguntei-lhe se podia tirar uma foto com ele enquanto esperavamos. Pensei: por que não? Se ele realmente se explodir não vai ter importância.”

Junto ao sequestrador, Innes suspeitou que o alegado cinto de explosivos fosse falso - o que se veio a confirmar - e, por isso, decidiu ir sentar-se no seu lugar e pensar no que iria fazer a seguir.

Na terça-feira, o voo MSR181 da companhia aérea EgyptAir saiu de Alexandria em direção ao Cairo, mas foi desviado para o Chipre por Seif El Din Mustafa. O cidadão egípcio disse que estava armado com um cinto de explosivos, que as autoridades cipriotas confirmaram entretanto ser falso. O piloto obedeceu ao suspeito e levou o avião, com 62 pessoas a bordo (55 passageiros e 7 membros da tripulação) para Larnaca.

Mustafa acabou por entregar-se às autoridades e foi detido. O incidente não está relacionado com terrorismo, como confirmou o governo do Chipre. As informações divulgadas pela imprensa local dão conta de que o homem apenas queria ver a ex-mulher.