O contínuo Willie, da série televisiva Os Simpsons, conhecida por abordar assuntos polémicos, é a mais recente «figura pública» escocesa a falar sobre o referendo que, a 18 de setembro, decide se a Escócia se torna ou não independente do Reino Unido. Num vídeo divulgado no YouTube, a personagem de desenho animado que trabalha na escola de Springfield argumenta que tanto a campanha do «sim», como a do «não», apresentam pontos válidos, mas o apelo é claro: Willie quer uma Escócia independente.

«Meus amigos escoceses, no dia 18 setembro, o nosso povo irá decidir se a Escócia irá finalmente declarar a independência», anuncia a personagem, antes de se declarar totalmente a favor e brincar sobre as reservas de petróleo no país.

O jornal britânico «The Independent» refere que Willie pode ser amarelo e ter apenas oito dedos, mas continua a ser um dos filhos favoritos da Escócia, motivo pelo qual faz um apelo em favor da independência do território. A personagem de desenho animado divide os escoceses em duas categorias: os amantes da liberdade e da tradição das Terras Altas e os que «gostam de rastejar como vermes debaixo de botas britânicas». Willie garante prestar apoio aos dois lados, tanto o «correto» como o «obviamente errado».

O famoso contínuo aborda os temas quentes em debate: não só as reservas de petróleo na Escócia, mas também o «bom whisky» serve para explicar a existência de uma governação competente. O desenho animado aponta o chefe de Governo escocês, Alex Salmond, como uma escolha segura. Mas Willie nomeia-se a si próprio para o papel de líder da independência, por ser uma «escolha sensata» e capaz de honrar a tradição dos heróis nacionais William Wallace e Andy Murray. «Eu vivi na América a maior parte da minha vida, então vi em primeira mão como não se deve governar um país», acrescenta.

No final do vídeo, Willie, vestido com os trajes tradicionais da terra natal, rasga a parte superior da roupa para revelar uma frase escrita no peito: «Aye or Die» («Diga Sim ou Morra», em tradução livre). Willie afirma que não é uma tatuagem, mas antes «um sinal de nascença».