Segundo o Daily Mail, a jovem foi impedida de viajar sozinha por não ter uma carta de consentimento dos pais, documento necessário para que Eilidh conseguisse entrar em Portugal.

“Eu fui até à porta de embarque, mas quando cheguei à mesa a mulher tirou-me da fila e disse que eu não podia viajar se não tivesse uma carta de consentimento dos meus pais a dizer quem é que me ia apanhar em Faro. Foi vergonhoso”.

A companhia britânica explicou à rapariga, que no seu país de origem já pode casar e juntar-se ao exército sem autorização dos pais, que as regras portuguesas tinham sido alteradas após o desaparecimento de Maddie McCann em 2007 e que por isso não poderia viajar sem o documento.

Os pais da jovem defendem que a companhia devia ter deixado a filha viajar uma vez que o site da Jet2 afirma que “autoriza pessoas com 14 ou mais anos de viajar sozinhas”, não alertando que a lei portuguesa apenas permite a livre circulação a maiores de 18 anos.  

Assim que foi informada que não poderia viajar, Eilidh telefonou à mãe e pediu-lhe que esta lhe enviasse uma carta por email para que pudesse viajar. No entanto, Corinna Strathie não conseguiu fazer a carta chegar a tempo e teve de ir buscar a filha ao aeroporto.

A jovem acabaria por viajar para Portugal, no dia seguinte, pela Ryanair.

Contactada pelo Daily Mail, um porta-voz da companhia pediu desculpas pela "experiência frustrante" vivida por Eilidh e pela família e explicou que a "Jet2.com segue as regras das autoridades portuguesas, que podem ser consultadas no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros".