Os serviços funerários cobraram um custo adicional de 225 euros a um homem, em Inglaterra, por este ter passado demasiado tempo no cemitério depois do funeral da mulher. Frank Blades garante que apenas demorou 20 minutos para se despedir da esposa.

O idoso considerou que não teve tempo suficiente para se dizer adeus à mulher, Violet, que morreu devido a um cancro. Depois do funeral, decidiu passar mais 20 minutos junto à campa da esposa e, assegura, no cemitério disseram-lhe que “não havia pressa”.

Mas, quando recebeu a conta do funeral percebeu que aos 8.400 euros cobrados pelos serviços prestados pela Agência Funerária Hopkinsos lhe foi adicionado um custo de 225 euros.

Frank decidiu então confrontar os serviços funerários para compreender o porquê do valor. Disseram-lhe apenas que os 225 euros foram cobrados como uma taxa adicional pelas horas extraordinárias que os coveiros tiveram de trabalhar, enquanto esperavam que o homem se despedisse.

“Depois do funeral disseram que não havia pressa. Perder alguém da família já é mau o suficiente. Eu não me senti preparado para me despedir da Violet e fiquei alguns minutos perto da sepultura. Fiquei chateado quando me disseram a razão pela qual foi cobrado o dinheiro, porque me foi dito que podia levar o tempo que quisesse”, disse o idoso, em entrevista ao The Telegraph.


Frank acabou por pagar os custos, mas, dias depois, arrependeu-se da ação, apercebendo-se que o que lhe tinham cobrado dinheiro de forma injusta e que sente que “estão a tentar lucrar com um tempo muito difícil para os familiares”.

“Comecei a pensar sobre isso e fiquei furioso. O dinheiro não significa nada para mim – não vai trazar a Violet de volta. Mas quero avisar outras pessoas porque quando se é forçado a despedir de um ente-querido esta é a última coisa que se quer”.


Liz Pirme, do Conselho do Distrito de Basseltlaw, já veio clarificar a situação:

“A taxa foi cobrada devido a um atraso na chegada ao cemitério e, para nosso espanto, foi passada ao sr. Blades. O funeral teve início 45 minutos depois da hora marcada, o que atrasou o processo e obrigou os trabalhadores a trabalhar depois do seu horário”.


A taxa devia ser cobrada à agência funerária, mas um porta-voz afirmou que “como todas as despesas de terceiros que são pagas pelos clientes foram incluídas na fatura”.