Dormir pode valer até 300 dólares por ano numa empresa norte-americana. É este o valor que os funcionários da Aetna recebem se descansarem bem durante a noite.

De acordo com a BBC, a Aetna é uma empresa preocupada com o impacto da falta de horas de sono no rendimento dos funcionários. Por isso, foi criado um projeto que recompensa os que dormirem, pelo menos, sete horas por noite.

A vice-presidente da seguradora, Kay Mooney, explica que o projeto do sono é “uma das várias condutas saudáveis que queremos que os nossos funcionários tenham”. Para além das horas de sono, os trabalhadores também recebem uma recompensa extra se praticarem exercício.

Os funcionários, que participam na iniciativa, podem ganhar 25 dólares (22 euros) por cada 20 noites em que podem dormir sete ou mais horas, com um limite de 300 dólares (270 euros) por ano.

A empresa acredita na honestidade dos funcionários. Por isso, os trabalhadores podem registar as horas de sono, que têm em cada noite, nos computadores da Aetna, ou então, podem simplesmente anotar manualmente.

No ano passado, 12 mil dos 25 mil funcionários da empresa aderiram ao projeto, que teve início em 2009. O número que participam na inciativa tem aumentado: em 2010, só 10 mil pessoas se submeteram ao controlo das horas de sono nesta empresa.

A iniciativa surge após vários estudos mostrarem que as horas de sono dos funcionários são fundamentais para o rendimento profissional.

Na China, há mesmo uma empresa que inclui dormitórios para os funcionários poderem descansar.

Um estudo da American Academy of Sleep Medicine, nos Estados Unidos, mostra que um trabalhador perde por ano 11,3 dias de trabalho, ou mais de dois mil dólares (1.800 euros), de produtividade devido à falta de horas de sono. No final de contas, isto significa que a economia americana perde 63 milhões de dólares (56 milhões de euros) por ano.