A investigação sobre a aterragem de um avião da AirAsia no aeroporto de Melbourne, na Austrália, apurou que o comandante terá inserido coordenadas erradas sobre a posição inicial do avião. O voo deveria ter feito a ligação entre Sidney e Kuala Lumpur, na Malásia, mas não saiu da Austrália.

O episódio aconteceu dia 10 de março de 2015, mas só agora foi conhecida a razão para o desvio do voo com 212 passageiros a bordo. Segundo o relatório da investigação, o avião partiu de Sydney, mas momentos antes de descolar, o comandante inseriu coordenadas erradas no sistema de navegação, fazendo com que a aeronave seguisse a rota contrária.

De acordo com a Comissão Australiana de Segurança nos Transportes, este não foi o único erro cometido pela tripulação do voo da AirAsia com destino a Kuala Lumpur.

No momento de inspecionar a aeronave, antes de dar autorização para a entrada dos passageiros, o comandante pediu ao copiloto para verificar o exterior do aparelho, permanecendo no cockpit. Este pedido figura como uma falha de segurança, pois o comandante é o responsável por inspecionar todo o avião.

Antes de fazer descolar a aeronave, o comandante colocou manualmente as coordenadas de localização, mas enganou-se nos números e adicionou 11.000 quilómetros ao trajeto pretendido.

A tripulação teve “várias oportunidades para identificar e corrigir o erro”, segundo o relatório, mas não reparou no problema até o avião proceder a uma manobra e tomar a direção errada. Vários sons e mensagens alertaram para o erro, mas a tripulação ignorou.

Quando o comandante e o copiloto se aperceberam do engano, tentaram apagar as coordenadas do sistema. Mas era tarde.

Num comunicado emitido pela AirAsia, a que a CNN teve acesso, a companhia garante que, depois do incidente, a aeronave foi equipada com um sistema atualizado de gestão de voo.

A AirAsia gostaria de sublinhar que estamos perante um robusto sistema de gestão que monitoriza e previne incidentes similares que venham a ocorrer”, disse um representante da empresa.